Quando tinha 19 anos, em 1886, Christopher Leiningen foi determinado o bastante para ir até a América do Sul para construir barragens, no intuito de fazer uma plantação de chocolate perto do rio Negro. Em 1901 Christopher ainda continua no mesmo lugar, está rico, tem 34 anos e nada sabe sobre mulheres. Mesmo assim se casa por procuração com Joana Selby (Eleanor Parker), 25 anos, de Nova Orleans, apesar deles nunca terem se visto. Ela é bonita, independente e chega pronta para ser uma dedicada esposa, mas ninguém contou para Christopher que ela era viúva, em razão disto ele a rejeita. Na semana seguinte ela espera o barco que a levará de volta aos Estados Unidos, então descobrem que um imenso exército de formigas, que destrói tudo no caminho, chegará na plantação em poucos dias. Ela une-se a ele para ajudá-lo a salvar a plantação, sendo que Christopher poderá perder o trabalho de toda uma vida se mandá-la embora.
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Produção incomum da 'grife' George Pal, uma aventura de selva que começa lenta, com um pré-romance meio bobo, mas depois esquenta com a gigantesca invasão de formigas!
Mas Heston e Parker são um casal apenas razoável...
Casamento por procuração já é uma ideia duvidosa, mas quando o noivo é Charlton Heston no modo “ditador de casa”, a coisa fica ainda pior. Em The Naked Jungle, ele interpreta Leiningen, um fazendeiro bruto que encomendou uma esposa imaculada e submissa. O que chega até ele, no entanto, é Joanna (Eleanor Parker), uma mulher vivida, espirituosa e nada disposta a se curvar às expectativas dele. O problema não é Joanna – é o fato de o filme esperar que torçamos para que esse romance dê certo, como se um homem insuportável se tornando levemente menos insuportável fosse um arco satisfatório.
O filme tenta vender essa “lapidação” de Leiningen como uma grande transformação, mas a verdade é que ele merecia sofrer muito mais. Se Joanna tivesse sido mais cruel, se tivesse realmente puxado seu tapete, talvez tivéssemos uma dinâmica mais interessante. Mas, ao invés disso, temos o velho esquema: ela deve civilizar a pedra bruta. A química entre os protagonistas, no entanto, é inegável – há uma cena específica, em que Leiningen passa uma loção nela para protegê-la dos mosquitos, que carrega uma tensão palpável. E tecnicamente, o filme é belíssimo, com seu tecnicolor vibrante e uma ambientação que oscila entre real e artificial, quase como uma pintura.
As formigas, vendidas como a grande ameaça, só dão as caras nos 30 minutos finais, funcionando mais como um catalisador para a epifania do protagonista do que um verdadeiro elemento central. Ainda assim, são retratadas de forma intrigante: astutas, organizadas, capazes de atravessar rios e exigir estratégias engenhosas para serem detidas. A sequência de combate é tensa e visualmente forte, mas fica a sensação de que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Se sua presença fosse mais constante, talvez o filme equilibrasse melhor suas intenções.
O que realmente incomoda é a visão de mundo do filme. Leiningen é retratado como um grande civilizador, enquanto os indígenas estão ali apenas para enaltecer sua grandiosidade. Essa abordagem, que já devia ser problemática em 1954, hoje soa ainda pior. No fim, The Naked Jungle tem charme, boas atuações e uma estética belíssima, mas seu romance se apoia em ideias difíceis de engolir. Se as formigas tivessem vencido, talvez o final fosse até mais satisfatório.
Filme B de bizarro, onde desfilam todos os tipos de estereótipos e uma canastrice sem limites. A ameaça das formigas chega a ser patética. Não serve nem como comédia
Assisti a muitos anos atrás , acho que na sessão da tarde . O filme é muito bom e mistura romance com aventura ( com o ataque de formigas ) e não deixa de lado os índios estilizados que eram comuns nos filmes desta época .
Mais ou menos.
Confira *__*