La Terra Trema é um filme quase documental que retrata com realismo a vida dura dos pescadores sicilianos, evidenciando as desigualdades sociais e os desafios de quem precisa acordar cedo para garantir o sustento. A obra nos faz refletir sobre as dificuldades do trabalho e um futuro incerto, tudo conduzido com uma fotografia belíssima e uma abordagem autêntica do neorrealismo.
O filme critica a visão de que através da meritocracia todos os indivíduos podem almejar a independência financeira. Tudo isso sob um olhar deveras Marxista, afinal, Luchino Visconti era assumido.
Os donos das peixarias detinham as redes e barcos e ofereciam esses em troca da mão de obra dos paupérrimos pescadores, que infelizmente, recebiam uma miséria de todo o lucro.
Logo, A Terra Treme é uma representação audiovisual do conceito de Mais-Valia, criado pelo filósofo alemão Karl Marx que mostra a disparidade entre o salário pago e o valor produzido pelo trabalhador.
A Obra é excelente como filme panfletário ideológico mas não se resume somente a isso, a fotografia e as atuações são sublimes, que quando somadas à narração, remetem a Nanook, O Esquimó, de Robert Flaherty, o primeiro documentário de todos os tempos.
Cada enquadramento é milimetricamente pensado, alguns, quando vários personagens distribuídos no mesmo plano, lembraram-me as pinturas de Candido Portinari que ilustravam a miséria dos retirantes nordestinos. A vila de pescadores é decadente mas ainda assim poética.
As imagens são elaboradas com um maravilhoso cuidado de luz e foco que contradiz vários outros filmes do neorrealismo italiano, que eram mais despreocupados em relação a estética.
A personagem silenciosa interpretada por Neluccia Giammona, é uma das criaturas mais belas e sublimes que já vi na história do cinema. Ela não possui maquiagem, suas roupas são esfarrapadas e seu corpo não tem o padrão de beleza pré-estabelecido. Entretanto, a consciência dela e a sua postura ereta e firme frente a pobreza dá a ela um aura quase divina, com seus pés descalços a andar por aquele vilarejo.
Em suma trata-se de uma história de uma família pobre, mas que poderia ser a história de milhares se famílias que estão desalentadas e humilhadas mundo afora.
Um dos maiores espetáculos visuais da carreira de Visconti.A criação de cenários é algo surreal,nos remete para algo totalmente nostálgico.O drama funciona e mostra a ambição do ser humano que hoje em dia assistindo nada mudou.
A exploração do homem pelo homem contextualizada numa cidadezinha italiana do pós-guerra. Os nativos são os próprios atores, o que dá mais realismo à narrativa.
La Terra Trema é um filme quase documental que retrata com realismo a vida dura dos pescadores sicilianos, evidenciando as desigualdades sociais e os desafios de quem precisa acordar cedo para garantir o sustento. A obra nos faz refletir sobre as dificuldades do trabalho e um futuro incerto, tudo conduzido com uma fotografia belíssima e uma abordagem autêntica do neorrealismo.
O filme critica a visão de que através da meritocracia todos os indivíduos podem almejar a independência financeira. Tudo isso sob um olhar deveras Marxista, afinal, Luchino Visconti era assumido.
Os donos das peixarias detinham as redes e barcos e ofereciam esses em troca da mão de obra dos paupérrimos pescadores, que infelizmente, recebiam uma miséria de todo o lucro.
Logo, A Terra Treme é uma representação audiovisual do conceito de Mais-Valia, criado pelo filósofo alemão Karl Marx que mostra a disparidade entre o salário pago e o valor produzido pelo trabalhador.
A Obra é excelente como filme panfletário ideológico mas não se resume somente a isso, a fotografia e as atuações são sublimes, que quando somadas à narração, remetem a Nanook, O Esquimó, de Robert Flaherty, o primeiro documentário de todos os tempos.
Cada enquadramento é milimetricamente pensado, alguns, quando vários personagens distribuídos no mesmo plano, lembraram-me as pinturas de Candido Portinari que ilustravam a miséria dos retirantes nordestinos. A vila de pescadores é decadente mas ainda assim poética.
As imagens são elaboradas com um maravilhoso cuidado de luz e foco que contradiz vários outros filmes do neorrealismo italiano, que eram mais despreocupados em relação a estética.
A personagem silenciosa interpretada por Neluccia Giammona, é uma das criaturas mais belas e sublimes que já vi na história do cinema. Ela não possui maquiagem, suas roupas são esfarrapadas e seu corpo não tem o padrão de beleza pré-estabelecido. Entretanto, a consciência dela e a sua postura ereta e firme frente a pobreza dá a ela um aura quase divina, com seus pés descalços a andar por aquele vilarejo.
Em suma trata-se de uma história de uma família pobre, mas que poderia ser a história de milhares se famílias que estão desalentadas e humilhadas mundo afora.
Filmaço. Nota 9,4
Um dos maiores espetáculos visuais da carreira de Visconti.A criação de cenários é algo surreal,nos remete para algo totalmente nostálgico.O drama funciona e mostra a ambição do ser humano que hoje em dia assistindo nada mudou.
>Assistido em 07 de Abril de 2023
A exploração do homem pelo homem contextualizada numa cidadezinha italiana do pós-guerra. Os nativos são os próprios atores, o que dá mais realismo à narrativa.
As casas e o jeito do pessoal me lembrou muito o interior de Minas Gerais, muito igual, lembrei até dos meus avós e de muitos amigos.