Filme baseado em fatos reais, que conta a história de Fábio Leão, um ex-traficante de drogas da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio. Depois de ficar preso inúmeras vezes por tráfico e clonagem de cartão, ele largou o vício e focou na luta, sua paixão desde pequeno. Conseguiu se tornar professor de lutas marciais e, hoje, comanda projetos sociais, dá aula em 12 presídios no Rio e palestras mundo afora.
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Assisti no Canal Brasil: Não é ruim.
Nota 5,0
Uma vez bandido....
Na primeira tomada de A Última Chance temos o protagonista, Fábio (Marco Pigossi), sendo libertado da prisão após cumprir pena em virtude de seu envolvimento com a bandidagem da Villa Kennedy, no subúrbio do Rio de Janeiro. Nem bem ele bota os pés para fora do cárcere, e já existem demandas para seu retorno à marginalidade, embora haja vontade de regeneração.
Estamos, inequivocamente, num terreno conhecido de celebração da força de vontade, do elogio à volta por cima e à capacidade de transformação. Contudo, a mão pesada do veterano cineasta Paulo Thiago, entre outras coisas, trata de dirimir a potência e até a abrangência desse relato baseado em fatos.
A direção de arte, responsável por uma caracterização pífia do local de reunião dos bandidos da comunidade, por exemplo, e o alinhave frouxo dos episódios que marcaram a vida do cine biografado, são apenas alguns dos problemas evidentes do longa-metragem.
Mas, nenhum dos demais elementos é tão falho quanto o roteiro e a encenação.
Paulo Thiago se vale dos saltos temporais para abreviar os percursos, deixando buracos significativos numa caminhada reduzida emocionalmente. São diversos os problemas enfrentados por Fábio, desde a resistência do pai de sua amada, interpretada por Juliana Lohmann, aos encantos da criminalidade, com suas promessas de ganhos polpudos e rápidos, algo que pesa ao esportista sem apoio financeiro.
O que salva o filme é a interpretação da Juliana Lohmann, pois a direção é péssima.