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Dança dos Sete Véus - Portugal
Sinopse
Na noite de Guy Fawkes Day, 1892, Oscar Wilde chega a um bordel de alta classe, onde uma surpresa aguarda: uma encenação de sua peça "Salomé", com papéis desempenhados por prostitutas. O filme se move entre o jogo e a noite de Wilde.
O interessante de A Última Dança de Salomé são as atuações maravilhosamente exageradas e marcantes, só tiraria alguns monólogos, para deixar o filme respirar melhor.
É super interessante vermos o quanto as interpretações, feitas em um bordel, acabam se cruzando com aquela realidade, se tornando tudo tão babilônico quanto possível, mas o filme se arrasta com diálogos muito densos, acabando por criar certo tédio quando havia uns 8 minutos de um monólogo que poderiam se resumir em algumas frases, que seriam super maravilhosos em uma verdadeira peça de teatro, mas na tela acaba se tornando maçante.
Dois atores roubam a cena completamente, Stratford Johns que interpreta maravilhosamente o cafetão e Heródes, e a linda Imogen millais scott, que tem expressões tão cativantes e monólogos tão interessantes que seguram o filme o máximo que ela consegue segurar.
Filme provocativo,daqueles que Russell sempre gostou de realizar.A trama acontece pouquíssimos momentos interessantes.Vale pela direção de arte e algumas viagens do diretor.
Um episódio histórico há mais de 2000 anos inspirou o mais recente filme do veterano diretor espanhol Carlos Saura. Reza a história que como João Batista não cedeu às tentações de Salomé, esta pede a sua cabeça ao rei Heródes. *Resgate do mito Salomé em Mateus – cap. 14 1-12* O Banquete da morte – Naquele tempo, Herodes, governador da Galileia, ouviu falar da fama de Jesus. Disse então a seus oficiais: “Ele é João Batista, que ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.” De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e coloca-lo na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão. Porque João dizia a Herodes: “Não é permitido você se casar com ela.” Herodes queria matar João, mas tinha medo da multidão, porque esta considerava João um profeta. Quando chegou o aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou a Herodes. Então Herodes prometeu com juramento que lhe daria tudo o que ela pedisse. Pressionada pela mãe, ela disse: “Dê-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.” O rei ficou triste, mas por causa do juramento na frente dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela, e mandou cortar a cabeça de João na prisão. Depois a cabeça foi levada num prato, foi entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o cadáver e o enterraram. Depois foram contar a Jesus o que tinha acontecido.
O filme se passam num cenário com decoração minimalista. A dança flamenca e as luzes literalmente extasiam o espectador com o drama mais antigo que atinge o ser humano: indiferença, paixão, vingança e morte. Destaco assim a passagem que expõe a crítica à peça de Wilde no The Times; considera Salomé “um arranjo de sangue e ferocidade, mórbido, bizarro, repulsivo e muito ofensivo em sua adaptação da fraseologia bíblica para situações, o oposto do sagrado.” Com exceção no início do filme quando a atriz Aída Gomez (que interpreta Salomé) explica como foi a escolha do elenco e os ensaios... o resto é dança e música. Esta última, por sinal, é fortemente influenciada pelas sonoridades árabes. É de deixar qualquer um empolgado e impressionado. E, ah! não trata-se de balé filmado, mas sim de um filme de dança. O próprio bordel/teatro representa todas as possibilidades dessas relações “clandestinas”. Mas, digamos que a dança de Wilde é o que revela de mais explícito nesse tipo de relação e, por isso também, é provocadora e desafia convenções sociais sublinhadas pela intolerância arraigadas até hoje. Uma dança com passos de ironia assim encenada vem endossar o que diz Hutcheon “...a ironia pode e realmente funciona taticamente a serviço de uma larga extensão de posições políticas, legitimando ou minando uma grande extensão de interesses.
O interessante de A Última Dança de Salomé são as atuações maravilhosamente exageradas e marcantes, só tiraria alguns monólogos, para deixar o filme respirar melhor.
É super interessante vermos o quanto as interpretações, feitas em um bordel, acabam se cruzando com aquela realidade, se tornando tudo tão babilônico quanto possível, mas o filme se arrasta com diálogos muito densos, acabando por criar certo tédio quando havia uns 8 minutos de um monólogo que poderiam se resumir em algumas frases, que seriam super maravilhosos em uma verdadeira peça de teatro, mas na tela acaba se tornando maçante.
Dois atores roubam a cena completamente, Stratford Johns que interpreta maravilhosamente o cafetão e Heródes, e a linda Imogen millais scott, que tem expressões tão cativantes e monólogos tão interessantes que seguram o filme o máximo que ela consegue segurar.
Filme provocativo,daqueles que Russell sempre gostou de realizar.A trama acontece pouquíssimos momentos interessantes.Vale pela direção de arte e algumas viagens do diretor.
>Assistido em 15 de Agosto de 2022
Um episódio histórico há mais de 2000 anos inspirou o mais recente filme do veterano diretor espanhol Carlos Saura. Reza a história que como João Batista não cedeu às tentações de Salomé, esta pede a sua cabeça ao rei Heródes.
*Resgate do mito Salomé em Mateus – cap. 14 1-12*
O Banquete da morte – Naquele tempo, Herodes, governador da Galileia, ouviu falar da fama de Jesus. Disse então a seus oficiais: “Ele é João Batista, que ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.” De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e coloca-lo na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão. Porque João dizia a Herodes: “Não é permitido você se casar com ela.” Herodes queria matar João, mas tinha medo da multidão, porque esta considerava João um profeta.
Quando chegou o aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou a Herodes. Então Herodes prometeu com juramento que lhe daria tudo o que ela pedisse. Pressionada pela mãe, ela disse: “Dê-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.” O rei ficou triste, mas por causa do juramento na frente dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela, e mandou cortar a cabeça de João na prisão. Depois a cabeça foi levada num prato, foi entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o cadáver e o enterraram. Depois foram contar a Jesus o que tinha acontecido.
O filme se passam num cenário com decoração minimalista. A dança flamenca e as luzes literalmente extasiam o espectador com o drama mais antigo que atinge o ser humano: indiferença, paixão, vingança e morte. Destaco assim a passagem que expõe a crítica à peça de Wilde no The Times; considera Salomé “um arranjo de sangue e ferocidade, mórbido, bizarro, repulsivo e muito ofensivo em sua adaptação da fraseologia bíblica para situações, o oposto do sagrado.”
Com exceção no início do filme quando a atriz Aída Gomez (que interpreta Salomé) explica como foi a escolha do elenco e os ensaios... o resto é dança e música. Esta última, por sinal, é fortemente influenciada pelas sonoridades árabes. É de deixar qualquer um empolgado e impressionado.
E, ah! não trata-se de balé filmado, mas sim de um filme de dança. O próprio bordel/teatro representa todas as possibilidades dessas relações “clandestinas”. Mas, digamos que a dança de Wilde é o que revela de mais explícito nesse tipo de relação e, por isso também, é provocadora e desafia convenções sociais sublinhadas pela intolerância arraigadas até hoje.
Uma dança com passos de ironia assim encenada vem endossar o que diz Hutcheon “...a ironia pode e realmente funciona taticamente a serviço de uma larga extensão de posições políticas, legitimando ou minando uma grande extensão de interesses.
Extraordinária encenação de Salomé. Só o Ken Russell sabia misturar o autor e a obra com tanta loucura.
que filme louco..muito exagerado como o Russel sempre gostou