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Cinebiografia do comediante/diretor Buster Keaton, mais conhecido como grande rival do Chaplin na época do cinema mudo. O filme retrata bem as dificuldades enfrentadas pelos atores na época de passagem do cinema mudo pro falado e também serve mais pra informação de quem foi este grande ator. Dirigido pelo escritor de vários best sellers Sidney Sheldon.
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Comédia dramática biográfica baseada num dos grandes comediantes de todos os tempos, Buster keaton (1895-1966). Foi um dos 3 filmes que o famoso escritor Sidney Sheldon (1917-2007) realizou, além de ter feito parte da produção e do roteiro. O dinheiro que o verdadeiro Buster Keaton ganhou vendendo os direitos de sua história de vida permitiu-lhe comprar algumas propriedades no vale de San Fernando, no sul da Califórnia. Ele viveu na propriedade pelo resto de sua vida.
Como biografia, este filme é uma grande decepção e chega a ser bem superficial. Deu a impressão de que fizeram algo pela metade e que ficou incompleto. O roteiro é extremamente impreciso e tem vários buracos. As sequências de humor são engraçadas (além do grande elenco) e é o que salva o filme do fracasso total. Como exemplo da atuação dramática de Donald O'Connor (1925-2003), no entanto, sua performance é muito boa e o ator se esforça ao máximo no personagem que é bem parecido com o homenageado. As lutas retratadas por seu personagem imitam as futuras lutas de Donald (que ele superou), tornando sua atuação ainda mais impressionante. Ao contrário da vida pessoal de Buster Keaton, algumas das reconstituições de seus filmes são apresentadas adequadamente. O famoso diretor e produtor Cecil B. DeMille (1881-1959) fez uma de suas raras aparições como ator, em seu penúltimo trabalho no cinema.
O roteiro... Na verdade todo o filme é uma metáfora mediana sobre a vida e a carreira do Buster Keaton; como se Sidney Sheldon estivesse apenas querendo homenageá-lo e lembrar um pouco do que ele passou, mas sem nunca dizer o que se passou.
Seria impensável um filme que contasse a verdadeira história do Buster Keaton ser permitido enquanto ele estivesse vivo, muito menos sob sua supervisão.
Tomem como metáfora e entendam: nem 2% desse filme é verdade.
A omissão do Roscoe Fatty Arbuckle, o cara que descobriu Buster, se dá porque ele foi preso acusado de estupro e todos os seus amigos foram aconselhados a não depor e nunca mais falar sobre o caso. Caso queiram, pesquisem a carreira dele aqui ou no IMDb, é absurdamente estranho como um cara que fazia 4 ou 5 curtas por ano de repente parar sem ter morrido. Isso só pra citar apenas 1 fato marcante que sequer ficou metaforizado.
Keaton entra para o cinema em 1918 e em 1920 já é indicado por Douglas Fairbanks para fazer The Saphed, um longa de boa bilheteria. No filme ele aparece na porta de um estúdio de Hollywood, em 1920 e o segurança sequer o deixa entrar.
E etc.. etc... etc..
achei essa "biografia" um grande banho de água fria, pra ser sincero.
confesso que não conheço muito da trajetória do buster keaton, mas mesmo assim dá pra perceber que esse filme não conta muitas verdades, pois mais parece uma remodelagem completa, ou uma nova história, inventada nos moldes de roteiros hollywoodianos com um final feliz. tudo muito quadradinho, e muito artificial.
Ia dar 4 estrelas, mas aí li que o roteiro fantasiou um pouco os fatos. Me decepcionei um tantinho com isso, já que o filme é vendido como 'a história real de Buster Keaton'. Mas o filme é muito bonito, muito tocante. Não sabia que ele tinha sofrido tanto com o advento do cinema falado - como muitos dos atores do cinema mudo. Donald tá muito bem; em alguns momentos, jurei que estava vendo cenas com o próprio Keaton, essa criatura incrível que me emociona a cada aparição. <3
Foi uma bela surpresa este filme, adorei a caminho que o roteiro tomou e as excelentes atuações, bom filme! A cena final é de gargalhar.