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Últimas opiniões enviadas

Advantageous (Advantageous) 79

Advantageous

  • D.
    10 anos atrás

    Sem a necessidade de efeitos especiais megalomaníacos ou diálogos excessivamente explicativos, o longa se desenvolve com primazia por conta de uma narrativa bem desenvolvida. Um mundo ficcional (nem tanto assim), futurístico, dominado pela competição no mercado de trabalho, pelo individualismo e pela busca objetiva e explícita pela boa aparência, explicitando perfeitamente bem uma empresa especializada em complexos procedimentos estéticos - nos quais, mulheres, figuram como maiores vítimas. E apesar de aqui termos como motivação o clichê "transferência corpórea de consciência", os pontos importantes para a trama são outros. Nenhuma das personagens está preocupada se a hipotética cirurgia pode, enfim, dar errado. A problematização ocorre no plano relacional-psicológico e este é o ponto chave do filme.
    Contém spolier: Gwen deixaria de ser Gwen para poder melhor atender ao futuro da filha? A filha reconheceria Gwen como sua mãe, mesmo após um processo onde sua aparência fosse trocada radicalmente por outra? Nesse involucro, podemos refletir a respeito da criação dos laços de conexão indivíduo/mundo. A experiência empírica gera uma memória ao corpo diferente daquela armazenada na consciência pensante. Isso aparece quado Gwen tenta aproximar-se do piano, mas pouco som é transmitido. Ou, quando encontra-se incomodada com a música clássica que anteriormente gostava de ouvir.
    Advantageous é cheio de pequenos simbolismos, gestos sutis e cenas com nuances surrealistas (se não, ao menos um tom mais lúdico) que tentam trazer o espectador para o ambiente interno e, ao mesmo tempo, causar certo estranhamento. Vemos também a discussão a respeito do excessivo corporativismo e a perfeição ligada ao ofício. Perfeição também criticada no aspecto da busca por uma estética particular - nos aproximamos cada vez mais do universo robótico ali expresso. Uma ficção científica poética e cativante.

    editado
  • A Quinta Estação (La Cinquième Saison) 17

    A Quinta Estação

  • D.
    10 anos atrás

    Depois desta experiência, entendemos que um filme pode ser recheado de cenas fortes graficamente e, ao mesmo tempo, construí-las de forma sutil e encantadora. Muito dessa preoza vem doss diretores de A Quinta Estação trabalharem com infinitas metáforas para incumbir significados implícitos na narrativa. O prazer em assistir àqueles estranhos personagens e acontecimentos é o que mantém nossa curiosidade acesa naquele universo inexplicável. Aqui, nos é apresentada toda a consistente força da natureza, com seus ciclos próprios e, muitas vezes, desconhecidos. Temos a praga, a maldição, a bruxaria e o azar que se apossam de uma comunidade. Junto, os residentes que não compreendem o que veem. O tradicional ritual de inverno não se concretiza; os peixes morrem; o gado é levado embora; a produção de mel some; começa a brotar daí a grande questão que movimenta o filme: como responder ao mundo quando ele não lhe provê o que necessita para viver? No caso destes moradores isolados, suas necessidades estavam nas mãos da natureza, que não lhes deu um ciclo habitual, conhecido, esperado. Nada mais tem vida dentre os cinzentos moradores, a menina Alice não chora, mas a chuva escorrendo atrás de seu corpo expressa sua melancolia interior. A Quinta Estação oferece muitas leituras, mas a uma linha possível de aceso é a que conclui que que o ser humano é um infeliz dependente. E quando suas muletas, sejam lá quais foram, são retiradas, ele não sabe para onde ir. Totalmente cego, esse mesmo homem precisa achar um culpado pelos motivos invisíveis de tantos problemas, não consegue reagir facilmente aos novos ciclos requeridos pelo desconhecido. É, sem dúvidas, um filme recomendado para todos aqueles que gostam de viver experiências estéticas diferentes, com seus belos quadros e tocante trilha sonora, o longa atinge o espectador emocionalmente, que desarmado, precisa colocar-se sob novas perspectivas para adentrar nessa outra realidade.

    editado
  • Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin) 499

    Asas do Desejo

  • D.
    11 anos atrás

    Wim Wenders cria uma das poesias visuais mais lindas que se possa ver. Asas do Desejo se apresenta como uma obra que brinda à vida, ela se apodera dos pequeninos detalhes que nós, seres desgastados pela rotina, deixamos de perceber. São as mãos gélidas, o vento varrendo os cabelos, o Sol que nasce todas as manhãs e esquenta a pele, pele que sente o toque. O diretor explora a ideia de que os sentidos prevalecem, que viver a autodescoberta é voar. Quando crianças, com nossos recentes pares de asas, começamos a nos deslocar sobre as experiências acessíveis, e o novo nos atrai incessantemente, nos mantendo em movimento contínuo atrás do desejo. E ainda nesse momento, a mente destrava-se e passa a perguntar quem seria ela própria, a mente. Wenders une a filosofia à psiquê de suas personagens. Como seres existencialistas, por vezes enrijecemos o par de asas e entramos numa esfera onde a solidão e marasmo ganham maior voz. Não há cor, não há cheiro, não há vento ou vida. O que resta é uma existência vista de fora, contada por um outro protagonista, sem experimentação empírica. O que é mais sedutor ao ser humano? Viver como um anjo e sem dor? Viver a dor e ter a capacidade de sentir? Através dos belíssimos planos da trapezista que se arrisca nas alturas, e de diálogos que forçam o mergulho do espectador nas angústias dos personagens, o filme oferece uma passagem ao espectador para dentro de si mesmo, basta permitir-se atirar.

    editado
  • W 1 ano atrás

    Por que parou de postar comentários? Posta em algum outro lugar?

  • Breno 5 anos atrás

    Oi,dá sim.Rs...Já tenho mais de 30 anos,e assisto sempre um filme por dia...É um vício!

  • Raphael 5 anos atrás

    Buena onda que só. Observar os movimentos do cotidiano, acho que nasci aparelhado pra isso. Meu pai astral escrevia muito sobre tirar sabedoria das coisas que não existem na palavra.
    Andemos então, um brinde aos nossos cantinhos afetivos, a não-palavra como forma de oração diante dos lugares bonitos, um salve pros ventos que ventam onde a gente anda ((: