O mais bonito aqui (e é algo que sempre brigo no Wattpad e no Kindle) é o protagonismo de pessoas idosas. Nós, jovens e jovens adultos, tendemos a esquecer que vamos envelhecer. Moldamos uma sociedade distópica que rejeita a velhice e preconiza "faces à la Instagram" e corpos "perfeitos". As consequências disso: invisibilidade, agressões contra idosos, sanatórios e asilos lotados, abandono, assédio moral e financeiro, solidão, depressão, suicídio. Vivemos em uma sociedade doente e que adoece quem tanto fez por ela. Meus livros, por exemplo, sempre trazem personagens idosos ou como protagonistas, ou em papeis centrais, exatamente para provocar meus leitores a saírem da zona de conforto, a enxergarem outros corpos, outras vidas; a aprenderem a escutar os idosos que estão no entorno.
Filmes como "A Última Escapada", por mais que tenham um manto de comédia, os fazem refletir sobre a vida que, por vezes, recomeça com o avançar da idade. O que vi aqui foi uma trama bonita, redonda, meio exagerada, sim, sobre sorrir apesar das dificuldades e lutar apesar da idade. E isso, meus amigos e minhas amigas, é fundamental se quisermos ser uma sociedade melhor.
Escute as pessoas idosas. Larguem do ego do "eu sou de uma geração diferenciada" e se aproxime. Dialogue, abrace, esteja disponível. Se você vir uma pessoa idosa já com o estigma do "idoso = conservador", você contribuirá para a desumanização dessa parcela cada vez maior. E um detalhe: você ergue muros hoje, amanhã, envelhecido, envelhecida, é você que estará por trás desses muros, viu? Acorda.
Fraquinho e bobinho.
Sessão da Tarde em 11/10/23
Uma boa comédia sobre velhinhos e também o preconceito que eles sofrem .
O mais bonito aqui (e é algo que sempre brigo no Wattpad e no Kindle) é o protagonismo de pessoas idosas. Nós, jovens e jovens adultos, tendemos a esquecer que vamos envelhecer. Moldamos uma sociedade distópica que rejeita a velhice e preconiza "faces à la Instagram" e corpos "perfeitos". As consequências disso: invisibilidade, agressões contra idosos, sanatórios e asilos lotados, abandono, assédio moral e financeiro, solidão, depressão, suicídio. Vivemos em uma sociedade doente e que adoece quem tanto fez por ela. Meus livros, por exemplo, sempre trazem personagens idosos ou como protagonistas, ou em papeis centrais, exatamente para provocar meus leitores a saírem da zona de conforto, a enxergarem outros corpos, outras vidas; a aprenderem a escutar os idosos que estão no entorno.
Filmes como "A Última Escapada", por mais que tenham um manto de comédia, os fazem refletir sobre a vida que, por vezes, recomeça com o avançar da idade. O que vi aqui foi uma trama bonita, redonda, meio exagerada, sim, sobre sorrir apesar das dificuldades e lutar apesar da idade. E isso, meus amigos e minhas amigas, é fundamental se quisermos ser uma sociedade melhor.
Escute as pessoas idosas. Larguem do ego do "eu sou de uma geração diferenciada" e se aproxime. Dialogue, abrace, esteja disponível. Se você vir uma pessoa idosa já com o estigma do "idoso = conservador", você contribuirá para a desumanização dessa parcela cada vez maior. E um detalhe: você ergue muros hoje, amanhã, envelhecido, envelhecida, é você que estará por trás desses muros, viu? Acorda.
- Gold Coast Film Festival 2020: seleção oficial;
A Última Escapada é um filme bonitinho. O romance dos velhinhos é uma fofura. É uma comédia bem agridoce, mas os momentos de humor são genuínos.