Kanichiro Yoshimura é um Samurai e um homem de família que já não pode sustentar a sua esposa e filhos com os baixos salários que ele recebe de seu pequeno clã, ele é forçado pelo amor de sua família a sair da cidade em busca de maior remuneração para sustentá-los. Em sua pesquisa ele junta-se um notório clã, conhecido como Shinsengumi, onde ele faz o possível para conseguir dinheiro. Yoshimura prova a sua força física e mentalmente por ser fiel a sua honra. Durante um período dramático, com a ascensão do Imperador e da queda do Shogun. Yoshimura nos mostra a luta pela vida em uma maneira pessoal, alterando a vida das pessoas que ele encontra e o caminho que é escolhido.
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Ótimo filme que apresenta o drama dos samurais em fim de carreira.
Me lembrou o excelente "O Samurai do Entardecer", de Yôji Yamada.
Até me deu vontade de rever
29-03-2024
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O filme mostra a transição da era feudal para a era moderna no Japão. O parto ocorreu com muita dor, embora não tanto quanto na França.
Os samurais tornavam-se inúteis na sociedade moderna que nascia. Muitos morriam de fome por falta de trabalho. Kanichiro Yoshimura é um samurai que vive esse momento crítico. Em alguns momentos, ele é forçado a deixar de lado os valores como honra e lealdade ao clã para privilegiar os interesses individuais relacionados à sobrevivência de sua família. Ou seja, o seu comportamento exprime a passagem do mundo feudal para o mundo moderno.
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Que filme bom!
Muito respeito a beleza desta obra.
A Última Espada do diretor Yojiro Takita é algo bem diferente do filme que o consagrou com o Oscar (A Partida), um filme de samurai focado na história do Shinsengumi. História cativante, cenas de ação muito bem montadas, e consegue ser sensível e emocionante na medida certa que o cinema japonês domina tão bem.
Seguindo o estilo usado por Yoji Yamada em Samurai do Entardecer, A Última Espada mostra a história de um samurai de origem humilde, Kanichiro Yoshimura, durante o período atribulado que foi o fim do shogunato e da era dos samurai.
O filme é interessante e passa bastante dos acontecimentos e dos costumes da época e dos problemas que um samurai pobre precisava passar. Diferente dos antigos filmes de Kurosawa e Kobayashi não é honra, dever ou lealdade - ou a ansia de mostrar que esses valores não passam de hipocrisia - que move o Yoshimura, mas simplesmente o desejo de que sua família sobreviva.
E é em prol de ajudar a família que este samurai abandona o clã como um traidor e se une ao shinsengumi fazendo quase tudo o que pode para conseguir dinheiro dentro do grupo para enviar a esposa e aos filhos.
O shinsengumi e figuras históricas do grupo, em especial Hajime Saito são bastante importantes para a obra, no entanto, em muitos momentos acabam tendo um destaque que tira o foco da luta do protagonista. E, no entanto, para alguém que não conhece relativamente bem o período retratado, as cenas que focam o grupo não são suficientes para mostrar do que realmente o que eles eram e qual sua relevância.
Assim como a trilogia de filmes de samurai do Yoji Yamada, a história de Kanichiro Yoshimura é narrada por outros personagens - Saito e o filho do falecido líder do clã Nanbu - no entanto, a forma como é utilizado o recurso da narração acaba sendo estranho devido aos flashbacks que mostram partes da história de Yoshimura antes de entrar para o Shishengumi, além de muitas vezes acabarem dando mais importância para Saito, que é um personagem interessante e bem representado, mas que não deveria ter todo o destaque que recebeu.
No fim das contas, para ocidentais, o filme acaba só podendo ser apreciado por quem tem certo conhecimento sobre história japonesa e que esteja acostumado com filmes semelhantes. A Última Espada é um obra extensa e bastante lentas, como é comum no gênero, mas a disposição das cenas parece um tanto estranha, como se o filme quisesse contar mais do que pode.
Enquanto O Samurai do Entardecer pode agradar a quem gosta de filmes de drama, A Última Espada provavelmente só vai entreter quem gosta de filmes de samurai mesmo. E dos bem lentos.