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Duração
Aos 70 anos de idade, Sra. Berthe acaba de perder o marido. Certamente, não poderia ser deixada sozinha e dois de seus cinco filhos, Gaston e Albert, vivem e trabalham perto. Mas a velha senhora que dedicou sua vida a seu marido e sua família, não parece estar disposta a terminar a sua existência como começou, na mediocridade e na sombra dos outros, mesmo que sejam seus filhos. Em vez disso, a Sra. Berthe, para a surpresa e choque de sua família, decide dedicar-se a si mesmo e descobrir o mundo. Ela sai, caminha, mesmo à noite. Vai ao cinema, ao shopping, à praia, pede sorvetes incrementados. Ela passa a comer num restaurante, e faz amizade com Rosalie, uma garçonete que dizem também ser prostituta. Faz também amizade com Alphonse, um sapateiro libertário com uma incrível eloquência.
Enquanto isso, sua família, indignada com a sua irresponsabilidade, é vista irresponsavelmente desperdiçando suas vidas, trabalhando em empregos que servem apenas para construir prisões para suas almas.
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A direção é boa, a edição já nem tanto. Algumas atuações na medida certa e o roteiro não chega a atrapalhar. Eu esperava mais drama na obra.
Um enfoque encantador e libertário sobre a velhice!
Sensível olhar sobre a velhice e uma possível liberdade tardia, ainda que vigiada por familiares, vizinhos e alguns dragões do passado que insistem em criar amarras e outros obstáculos amargos. A simpática Berthe libertou-se dos grilhões e agora convida a todos para desfrutar de novos caminhos e empreitadas. Que tal um sorvete fora de hora apenas para alegrar a alma?
A senhora Berthe com a perda do marido encontrou uma forma de continuar levando o restante de sua vida ao invés de se entregar as memórias e a tristeza. Foi ter uma segunda vida.
Esse é daqueles filmes que faz um bem danado pra gente quando assiste, chega inclusive mudar a perspectiva do nosso olhar. Agradabilíssimo!