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Sinopse
Em dois momentos diferentes, em 1914 e 1982, um castelo medieval serve de experimento para se criar uma sociedade onde as angústias poderiam ser excluídas da vida cotidiana.
O cinema do Resnais de um modo geral, requer um dia inspirado de seu espectador, e confesso não era o meu caso ontem, talvez por uma certa morosidade do texto ou mesmo por seu deliberado ar de estranheza proposital que rodeiam as obras do diretor francês ou pela minha pouca compatibilidade com as personagens. Simplesmente não rolou .
Gosto dos filmes de Resnais, mesmo esse que se não é de suas obras mais bem acabadas ainda assim é bastante interessante e por vezes perturbador. Se passa em dois tempos em um castelo no campo francês e poderia ser visto com uma crítica à sociedade que busca uma liberdade e amor antes de tudo romanesca. Ruggero Raimondi quase não canta, Fanny Ardant é bela mas desperdiçada, Sabine Azéma está linda e boa atriz.. Vale a pena assistir e conhecer.
Mesmo os gênios como Resnais dão uma derrapada de vez em quando. A parte visual é bem cuidada como de hábito nos filmes do diretor (dois tipos de filmes foram usados nas diferentes épocas retratadas) mas o roteiro não se aprofunda nos temas que trata (amor, educação, imaginação). Do elenco destaque para o famoso barítono Ruggero Raimondi, que ironicamente é um dos poucos que não canta nada no filme.
Ardant e Resnais não tem como dar errado, certo? E como deu! Quase tudo no filme me incomodou, da fotografia "qualquer nota" às atuações - Geraldine Chaplin e Vittorio Gassman até trazem charme, ao passo que Fanny Ardant é desperdiçada -, mas nada se compara à horrenda Direção de Arte que mais parece saída de uma novela da Record. Tudo é pálido, sem vida, uma iluminação chapada. Pálidas, também, são as discussões ao redor da temática principal, com um distanciamento frio, deixando tudo o que está em cena amorfo. A premissa, muito interessante, não se cumpre, em um filme que parece uma sobra na filmografia colossal de Alain Resnais.
O cinema do Resnais de um modo geral, requer um dia inspirado de seu espectador, e confesso não era o meu caso ontem, talvez por uma certa morosidade do texto ou mesmo por seu deliberado ar de estranheza proposital que rodeiam as obras do diretor francês ou pela minha pouca compatibilidade com as personagens. Simplesmente não rolou .
Gosto dos filmes de Resnais, mesmo esse que se não é de suas obras mais bem acabadas ainda assim é bastante interessante e por vezes perturbador. Se passa em dois tempos em um castelo no campo francês e poderia ser visto com uma crítica à sociedade que busca uma liberdade e amor antes de tudo romanesca. Ruggero Raimondi quase não canta, Fanny Ardant é bela mas desperdiçada, Sabine Azéma está linda e boa atriz.. Vale a pena assistir e conhecer.
Mesmo os gênios como Resnais dão uma derrapada de vez em quando. A parte visual é bem cuidada como de hábito nos filmes do diretor (dois tipos de filmes foram usados nas diferentes épocas retratadas) mas o roteiro não se aprofunda nos temas que trata (amor, educação, imaginação). Do elenco destaque para o famoso barítono Ruggero Raimondi, que ironicamente é um dos poucos que não canta nada no filme.
Ardant e Resnais não tem como dar errado, certo? E como deu! Quase tudo no filme me incomodou, da fotografia "qualquer nota" às atuações - Geraldine Chaplin e Vittorio Gassman até trazem charme, ao passo que Fanny Ardant é desperdiçada -, mas nada se compara à horrenda Direção de Arte que mais parece saída de uma novela da Record. Tudo é pálido, sem vida, uma iluminação chapada. Pálidas, também, são as discussões ao redor da temática principal, com um distanciamento frio, deixando tudo o que está em cena amorfo. A premissa, muito interessante, não se cumpre, em um filme que parece uma sobra na filmografia colossal de Alain Resnais.
Uma comédia de costumes tão interessante quanto criativa.