Cansados das insanidades cometidas por seu General, soldados italianos decidem iniciar um motim, em meio ao ataque dos Austriacos. O problema ainda aumenta quando decidem iniciar um tribunal de guerra, para julgar os envolvidos e acusados de covardia.
História revoltante que entrega alguns momentos de grande tensão e dramaticidade. Poderia ter rendido mais se não tivesse sido narrada da forma dispersa como foi vista no filme. A direção também não chega a ser das mais geniais.
O filme tem muito em comum com Glória Feita de Sangue (1957) de Stanley Kubrick, mas consegue ser mais brutal e tão revoltante quanto. As cenas de batalha, com centenas de figurantes são grandiosas e realistas.
Tive a oportunidade de assistir a este maravilhoso filme num pequeno cinema em Perugia. Na ocasião, professores da universidade local foram convidados a falar sobre a obra. Tudo em homenagem ao então recém-falecido diretor Francesco Rosi.
O filme mostra os abusos cometidos por comandantes de guerra, que defendem a guerra em si acima de qualquer consideração a respeito da viabilidade das empreitadas e das vidas dos soldados em jogo.
Um humor corrosivo distingue o filme do consueto filme de guerra que já deve ter enfadado boa parte dos cinéfilos. Imbuído de laivos de Monty Python, o humor apresentado é tão inadequado à guerra e às mortes retratadas que acaba por expor o absurdo das situações às quais são submetidos os soldados e da própria submissão em si, que ao decorrer do filme mostra-se a estes como o verdadeiro inimigo a ser combatido.
Onde encontro ..?
O filme tem título também "A Vontade de um General".