Padre Fernando, um atormentado professor de Teologia, encontra imagens de desejos proibidos ao seguir uma enigmática mulher de preto. Baseado no universo simbolista de Cruz e Sousa.
Religioso que sou, percebi-me imediatamente fascinado pelo modo como o roteiro instaura a relação com Deus (ou melhor, com uma idéia culposa e persecutória de Deus) sob o prisma do desejo represado, em viés homossexual. Há um indisfarçado preciosismo na exposição simbolista dos elementos - que vem junto com certa pretensão - , mas tudo é deliciosamente dissolvida na narrativa que, conforme ressaltado por alguns críticos, emula a linguagem dos filmes mudos. Quando o protagonista sonha em preto-e-branco e as notas da música de Erik Satie antecipam a comparação com LIMITE, tudo faz sentido. Fotografia belíssima, com detalhes fascinantes de imersão erótico-católica. Imergi pessoalmente, muito bom que este tipo de produção ainda seja realizada hoje em dia: continue em ação, Pedro Almeida, por favor! (WPC>)
Religioso que sou, percebi-me imediatamente fascinado pelo modo como o roteiro instaura a relação com Deus (ou melhor, com uma idéia culposa e persecutória de Deus) sob o prisma do desejo represado, em viés homossexual. Há um indisfarçado preciosismo na exposição simbolista dos elementos - que vem junto com certa pretensão - , mas tudo é deliciosamente dissolvida na narrativa que, conforme ressaltado por alguns críticos, emula a linguagem dos filmes mudos. Quando o protagonista sonha em preto-e-branco e as notas da música de Erik Satie antecipam a comparação com LIMITE, tudo faz sentido. Fotografia belíssima, com detalhes fascinantes de imersão erótico-católica. Imergi pessoalmente, muito bom que este tipo de produção ainda seja realizada hoje em dia: continue em ação, Pedro Almeida, por favor! (WPC>)