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Data de lançamento
23 Fev. 1934Duração
Peter Warren (Clark Gable), um jornalista desempregado, encontra Ellie (Claudette Colbert), a filha de um milionário que fugiu do iate de Alexander Andrews (Walter Connolly), seu pai, pois este não aprova quem ela escolheu como marido. Peter vê a oportunidade de obter uma boa matéria, mas vários fatos criam uma forte aproximação entre eles.
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O apogeu da direção capriana, que escolhe a dedo um dos casais mais carismáticos e divertidos de toda a história do Cinema : não tem como não torcer para que eles dois fiquem juntos, sendo que as idas e vindas relacionais são muito bem construídas, graças ao carisma extremo dos dois intérpretes, merecidamente oscarizados. Amo que, enquanto o enredo avança, o realizador preocupa-se em mostrar o que realmente o interessa: pessoas ajudando pessoas, pessoas alegrando pessoas com um aceno ou um sorriso (vide a cena do desmaio no ônibus ou o cumprimento para os clandestinos em um trem). A fotografia possui instantes de pura sublimidade (vide a fuga através daquele lago) e os instantes famosos são hilários. Como jornalista, encanto-me pela visão deslumbrada do diretor acerca desta profissão. Trata-se, aqui, de um verdadeiro baluarte do cinema clássico de gênero, de uma obra-prima incontestável, que funciona em absolutamente todos os meandros. Revê-lo faz a experiência ser ainda melhor. Magnífico! (WPC>)
Literalmente inventou as comédias românticas e a química, casal do século
Clark Gable está muito bem em seu papel.
Em It Happened One Night 1934, no Brasil Aconteceu Naquela Noite, temos um filme atemporal, que é praticamente base para todo filme de comédia romântica que se usam até os dias de hoje, funcionando como um verdadeiro molde estrutural e narrativo para o gênero e influenciando diretamente a forma como as relações amorosas passaram a ser construídas no cinema, desde a dinâmica de opostos que se atraem até os diálogos rápidos e cheios de ironia.
Eu lembro quando era menor e via os desenhos, e me lembro mais nitidamente de pica-pau fazer isso, mas já devem ter aparecido isso em vários, digo daquela cena em que
se pede carona, a referência aos polegares, e a donzela que apenas ergue a sua perna e para o trânsito, uma imagem que atravessou décadas e virou praticamente um símbolo cultural,
Clark Gable era presença demais, sepá o bigode cafajeste mais icônico de Hollywood, com aquele ar confiante e provocador que domina a tela mesmo nos momentos mais simples, e Claudette Colbert era linda também, tinha um rosto perfeito, e a química dos dois tá muito boa nesse filme, uma química que dá verdade aos conflitos, às provocações e ao envolvimento gradual entre eles, tornando cada interação mais viva e interessante, sustentando o ritmo do filme quase que inteiramente na força desse casal.
Só achei que esse final,
com Warne não aparecendo mais depois de sair da casa dos Andrews e eles se casando totalmente offscreen, um erro, o filme tem quase 2 horas, poderiam facilmente ter cortado uma cena ou outra menos importante para dar mais uns 10 minutos e ver os dois se reconciliando e enfim selando a união entre eles, achei esse final meio capenga, para dizer o mínimo, principalmente porque depois de toda a jornada emocional construída ao longo da narrativa, acompanhar visualmente essa reconciliação teria dado ainda mais peso e satisfação ao desfecho,
Assistido em 04/03/2026
Mais um dos vários clássicos atemporais de Frank Capra. Gostoso de se assistir, com ótimas atuações e uma excelente mistura entre comédia e romance, que praticamente fundou as bases do que viriam a ser as futuras comédias românticas no cinema.
Me da um misto de sensações estranhas saber que esse filme já tem quase 100 anos. Será que as pessoas que participaram dessa produção naquela época imaginavam que quase 1 século depois a obra delas continuaria divertindo, emocionando e sendo apreciada por inúmeras pessoas ao redor do mundo? Pq que aparentemente as pessoas de hoje não são mais tão capazes de produzir obras assim? O que mudou de lá pra cá?
Não sou um desses saudosistas românticos iludidos, sei que o passado não era perfeito e em vários aspectos era até pior do que hoje, mas fico pensando qual será o legado que a nossa geração deixará para o futuro. Será que seremos lembrados e admirados daqui há 100 anos?