Muitas gargalhadas e grandes canções tornaram este filme, baseado em um show de sucesso da Broadway, num dos inesquecíveis musicais de todos os tempos. Quando o astro do rock e paixão das adolescentes Conrad Birdie é recrutado, as garotas do país vão à loucura e o compositor de Conrad, Albert (Dick Van Dyke), fica desempregado. Assim, Albert e sua namorada (Janet Leigh) organizam um concurso nacional no qual uma felizarda ganhará um beijo de adeus de Conrad no programa de TV de Ed Sullivan. Kim McAfee (Ann-Margret) é a ganhadora e toda a comitiva de Conrad se dirige até a pequena cidade—para desgosto do sempre irritado pai da garota (Paul Lynde) e do ciumento namorado (o cantor Bobby Rydell) O resultado é o caos e uma série hilariante de complicações românticas.
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Não tem um personagem que não seja constrangedor.
gostei do filme, achei bem-feito e divertido.
mas ele parece não gostar nem de roqueiros, nem de russos e prezar a família tradicional, em meio a uma suposta liberalidade de costumes. algumas cenas são bastante memoráveis, como a das meninas que amam Birdie e os meninos que odeiam, ou a fórmula química dando certo no balé
Comédia musical em Technicolor da Kohlmar-Sidney Productions e Columbia Pictures indicado a 2 estatuetas no Oscar: melhor trilha sonora e melhor mixagem de som; no Globo de Ouro, mais 2 nomeações: melhor filme de comédia ou musical, e melhor atriz de comédia ou musical, Ann-Margret. O filme foi baseado no livro de Michael Stewart (1924-1987) do musical de 1960 de mesmo nome. A estória foi inspirada por Elvis Presley sendo convocado para o Exército dos Estados Unidos em 1957 e é uma sátira às suas fãs. Houve uma refilmagem para a TV: Bye bye Birdie (95).
Apesar de retratar a mãe do personagem de Dick Van Dyke ( atualmente com 98 anos) no filme, Maureen Stapleton (1925-2006) é apenas 6 meses mais velha que Van Dyke (coisas do cinema!). Estréias no cinema de Dick Van Dyke, Kim Darby e Melody Patterson (1949-2015). Papel de atuação final de Robert Paige (1910-1987). Ed Sullivan (1901-1974), apresentador do popular programa de variedades da CBS, apareceu como ele mesmo. Este filme ajudou a tornar Ann-Margret uma superestrela em meados da década de 1960.
O filme provavelmente é uma sátira ao show business dos anos 60, um filme de propaganda anti-soviética ou, talvez, um musical destinado a fazer de Ann-Margret uma estrela. Embora fosse irregular tanto no ritmo quanto na execução, geralmente foi feito com habilidade e engraçado. Versão completa com 2 números musicais que foram cortados nos cinemas do Brasil.
O filme se perde entre as cenas, tem um ritmo meio capenga, mas diverte o tempo todo. As atuções são ótimas e precisas, sem falar nos números musicais que são fantásticos.
Ann Margret é encantadora mas não pode carregar o filme nas costas. A comédia funciona na maior parte do tempo, especialmente tendo Dick Van Dyke. No entanto, o filme é mesmo bom quando explora e parodia a cultura recém-chegada do rock and roll (Conrad é uma paródia do Elvis), que chocou o falso moralismo dos anos 50; e explora a cultura juvenil da época. Assim, o musical é dividido em momentos inspiradores como a canção inicial, We Love You, Conrad, a cena do telefone, para outros números musicais medíocres, típico da época que não dizem nada - no show da Broadway, a mãe de Alfred é racista e por isso não aceita Rose, tema ausente no filme, simplificado como os blockbusters de hoje para a massa. Não chega ser ruim mas podia ser muito mais ousado, se lembrarmos que o filme de West Side Story já tinha saído e foi um sucesso.