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It Would Be Night in Caracas - Estados Unidos da América
Sinopse
Em uma Caracas decadente, Adelaida perde a mãe e sua casa é invadida por milicianos armados. À medida que a sociedade desmorona, ela deve arriscar tudo, inclusive sua identidade, para sobreviver.
Forte thriller político feito por duas cineastas latino-americanas que admiro, a peruana Marité Ugas e a venezuelana Mariana Rondón. Um dos destaques da Mostra desse ano, mas pouco repercutido – espero que logo saia nos cinemas para o público conhecer. Nas ruas de Caracas, cruzando por carros incendiados e policiais atirando gás lacrimogêneo, Adelaida Falcón (Natalia Reyes), uma mulher de 38 anos que enfrenta o luto pela morte da mãe, corre para o prédio onde reside. Sem comunicação, ela vê o caos reinar, com repressão violenta a manifestantes que saíam contra o governo – o filme não menciona data, tampouco não há citações ao atual governo da Venezuela, mas obviamente é uma crítica a Maduro e seu exército de milicianos. Adelaida fica estarrecida ao saber que seu apartamento foi tomado por um grupo de mulheres pró-regime. Refugia-se então no apartamento de uma vizinha, que está morta na sala. Conhece e se aproxima de um rapaz envolvido na guerrilha das ruas, e juntos tentam escapar do país em chamas, sob identidade falsa. Aparentemente é um futuro próximo, uma fita eletrizante sobre perseguição e paranoia no contexto da ditadura, que pinta uma Venezuela cruel, essa mesma que hoje está sob desmandos do ditador Nicolás Maduro e da Milícia Bolivariana. Exibido no Festival de Veneza, é um filme sombrio, protagonizado pela boa atriz colombiana que vem fazendo carreira nos EUA, Natalia Reyes. Inspirado no livro de Karina Sainz Borgo, com roteiro e direção da dupla de cineastas que fizeram ‘Pelo malo’ (2013) e ‘Zafari’ (2024). Exibido na Mostra de SP 2025. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspot com
Forte thriller político feito por duas cineastas latino-americanas que admiro, a peruana Marité Ugas e a venezuelana Mariana Rondón. Um dos destaques da Mostra desse ano, mas pouco repercutido – espero que logo saia nos cinemas para o público conhecer. Nas ruas de Caracas, cruzando por carros incendiados e policiais atirando gás lacrimogêneo, Adelaida Falcón (Natalia Reyes), uma mulher de 38 anos que enfrenta o luto pela morte da mãe, corre para o prédio onde reside. Sem comunicação, ela vê o caos reinar, com repressão violenta a manifestantes que saíam contra o governo – o filme não menciona data, tampouco não há citações ao atual governo da Venezuela, mas obviamente é uma crítica a Maduro e seu exército de milicianos. Adelaida fica estarrecida ao saber que seu apartamento foi tomado por um grupo de mulheres pró-regime. Refugia-se então no apartamento de uma vizinha, que está morta na sala. Conhece e se aproxima de um rapaz envolvido na guerrilha das ruas, e juntos tentam escapar do país em chamas, sob identidade falsa. Aparentemente é um futuro próximo, uma fita eletrizante sobre perseguição e paranoia no contexto da ditadura, que pinta uma Venezuela cruel, essa mesma que hoje está sob desmandos do ditador Nicolás Maduro e da Milícia Bolivariana. Exibido no Festival de Veneza, é um filme sombrio, protagonizado pela boa atriz colombiana que vem fazendo carreira nos EUA, Natalia Reyes. Inspirado no livro de Karina Sainz Borgo, com roteiro e direção da dupla de cineastas que fizeram ‘Pelo malo’ (2013) e ‘Zafari’ (2024). Exibido na Mostra de SP 2025. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspot com