Quando descobri o título este filme, no catálogo do Festival de Brasília, fiquei imediatamente fascinado. Tive o privilégio de conversar com os diretores e fiquei bastante agraciado pela inteligência dos mesmos, que dominam inúmeras referências cinéfilas e militantes, citando de Budd Boetticher a Frantz Fanon, num debate sobre o filme, em Alagoas. A trilha musical de Paulo Gama é excelente, inclusive quando é mesclada à letra de 'rap' de Saci, nos créditos finais. A fotografia é primorosa e a situação que ocorre por detrás do diálogo entre os quatro trabalhadores é revoltante, de modo que, para mim, soou anticlimático que o filme terminasse como terminou, redirecionando o conflito para as decisões conversadas entre os proletários. Fiquei com muita vontade de ler o conto de Lucas Litrento que deu origem ao filme e parabenizo, em destaque, a ótima caracterização de Alaylson Emanuel, cuja presença é marcante até mesmo quando está de costas ou sem falas. Por mais que eu tenha me insatisfeito com os rumos tramáticos - tamanha a pujança de seu ponto de partida -, aplaudo de pé o zelo técnico desta obra, que, desde já, serve como ponto de referência para os observadores de qualidade acerca dos talentos nordestinos contemporâneos. Que equipe dos sonhos, aliás. Pressinto que, numa revisão, o filme crescerá... (WPC>)
Quando descobri o título este filme, no catálogo do Festival de Brasília, fiquei imediatamente fascinado. Tive o privilégio de conversar com os diretores e fiquei bastante agraciado pela inteligência dos mesmos, que dominam inúmeras referências cinéfilas e militantes, citando de Budd Boetticher a Frantz Fanon, num debate sobre o filme, em Alagoas. A trilha musical de Paulo Gama é excelente, inclusive quando é mesclada à letra de 'rap' de Saci, nos créditos finais. A fotografia é primorosa e a situação que ocorre por detrás do diálogo entre os quatro trabalhadores é revoltante, de modo que, para mim, soou anticlimático que o filme terminasse como terminou, redirecionando o conflito para as decisões conversadas entre os proletários. Fiquei com muita vontade de ler o conto de Lucas Litrento que deu origem ao filme e parabenizo, em destaque, a ótima caracterização de Alaylson Emanuel, cuja presença é marcante até mesmo quando está de costas ou sem falas. Por mais que eu tenha me insatisfeito com os rumos tramáticos - tamanha a pujança de seu ponto de partida -, aplaudo de pé o zelo técnico desta obra, que, desde já, serve como ponto de referência para os observadores de qualidade acerca dos talentos nordestinos contemporâneos. Que equipe dos sonhos, aliás. Pressinto que, numa revisão, o filme crescerá... (WPC>)