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Duração
De passagem pela cidade, a trabalho, Miguel (cineasta, classe média e homossexual) resolve divertir-se em um bar. Lá ele encontra Alano (boêmio, de origem humilde e drogadicto), que nunca descobriu ocupação na vida e com o tempo percebeu que poderia tirar proveito de sua aparência para ganhar dinheiro, envolvendo-se com drogas e, consequentemente, com a prostituição. Deste encontro emergem desejos e frustrações, pois a busca de Alano por prazer contrapõe-se à procura de Miguel por companhia. Dentro deste contexto ALANO surge como uma história de desencontros. Os personagens metaforizam os contrastes sociais que paradoxalmente unem-se nas possibilidades que a noite oferece. Na narrativa, o desejo assume o papel central para realçar as desigualdades e suas inevitáveis consequências, como a solidão, tema que também aparece com imensa força.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Essa sensação...
Simples e palpável... Um romance fugaz atravessado pelas psicoses , toxicomanias e inassunções... Se Erom Cordeiro é deslumbrante, levando-nos, junto com o protagonista, a aceitar o risco de sua companhia, Miguel é insuportável, o que até parece proposital, como se o filme estivesse a defender o direito de pessoas irritantes como ele encontrarem o amor. Pena que não seja tão fácil. Pena que o amor vem com efeitos colaterais, em muitos casos. A seqüência de aparição da dona da pensão é magistral. E a fotografia em preto e branco é linda! (WPC>)