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No fim dos anos 60, Arlo vive numa comunidade pouco convencional localizada numa igreja abandonada. Através de sua música, ele ajuda a amiga Alice, que sonha com uma vida mais estável, a abrir um restaurante. Aos poucos, Arlo percebe a vida rasa e sem sentido que está levando e decide partir em busca de realizações.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Tem peso no gênero,muita coragem da direção de Arthur Penn para a época,mas nada que não passe de um conto regular.
Filme contundente e que, junto com Hair, é um dos retratos definitivos da juventude hippie norte-americana. Começa aparentemente como um estudo de personagem, mas depois o roteiro surpreende e vira quase uma celebração à vida, de forma coletiva, como o ótimo título em português já diz. Ainda temos excelentes músicas e a praticamente impecável direção de Arhur Penn, merecidamente indicado ao Oscar. É quase uma obra-prima. Filme que me impressionou bastante.
Drama indicado ao Oscar de melhor diretor, que foi adaptado de uma canção do cabeludo Arlo Guthrie, que interpreta a si mesmo. A canção é a obra mais famosa de Guthrie, um blues baseado em uma história real que começou no dia de Ação de Graças de 1965. O longa teve uma indicação no BAFTA com o Prêmio Anthony Asquith para melhor música de cinema. O filme reproduz os acontecimentos da canção, além de outras cenas. O diretor Arthur Penn (1922-2010) novamente faz uma crítica social em uma época de contestação onde a contracultura dos hippies buscava um lugar na conservadora sociedade norte americana. Desta vez, sem o apelo à violência de Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (67), um de seus filmes mais famosos, Penn opta pelo lirismo folk da música de Guthrie, obtendo um impacto menos contundente, mas ainda assim construindo um retrato fiel da situação social da época. Comparte com este a crença de que a sociedade tradicional dos Estados Unidos não aceita a contracultura e vê os hippies como uma aberração. Uma placa em “Deixem-nos Viver” é emblemática: “Mantenha tudo bonito: corte seu cabelo”. O cinema sinalizava que o sonho de uma sociedade alternativa do “paz e amor” tinha acabado. A guerra do Vietnã, o atentado ao presidente John Kennedy e a outras figuras importantes do país, apagavam as chamas do idealismo. Vale pelas boas músicas tocadas ao longo da estória, mesmo para quem não curte muito o estilo folk-blues-indie.
Seria mais adequado se o titulo original fosse Ray and Alice's Church já que a igreja comprada pelo casal de amigos do protagonista aparece no filme bem mais do que o restaurante. O roteiro não tem uma história e sim várias situações entre os personagens. Vale pelo retrato quase documental da sociedade estadunidense do final doa anos 60 e pelas belas canções folk. Arlo Guthrie infelizmente tem uma performance apagada.
Não culpe esse filme por seus defeitos, vamos combinar assim.