Temos aqui uma história bem curiosa sobre vingança e máfia do ponto de vista de uma protagonista que sofre o filme inteiro... tadinha.
Takashi Ishii trabalha bem a ambientação do filme, principalmente em cenários noturnos e escuros, trazendo uma estética noir a sua história e valorizando mais o suspense e a angustia em certas cenas. Em outros momentos, principalmente em sequências de combate, temos cenas que são "a cara dos anos 90", com alguns cortes bregas que hoje em dia não funcionam muito bem. Por mais que não seja justo julgar o filme com a visão de 30 anos depois de sua realização, é algo que atrapalha um pouco a imersão.
O filme não é longo, no entanto há algumas cenas que poderiam ser ou descartadas ou então aproveitadas de outra maneira. Especialmente cenas em que a gangue tá reunida jogando seus jogos típicos, é interessante pela protagonista estar infiltrada mas depois se torna repetitiva.
O roteiro não tem pressa para se desenvolver, e isso gera uma conexão forte com a protagonista porém algumas decisões dela irrita um pouco. Há um mistério que permeia o filme todo mas quem tá atento consegue matar este mistério já praticamente na metade, então a revelação final vendida como plot twist perde o impacto.
Yui Natsukawa está muito bem como protagonista, mesmo que ela e o marido tenham pouco tempo juntos em tela a gente consegue sentir a dor da sua perda durante o filme inteiro. Ela não precisa nos dizer que sente falta dele, nós percebemos isso ao longo do seu desenvolvimento. Também gostei do personagem do Jinpachi Nezu que é moralmente ambíguo e misterioso.
Alone in the Night é um suspense interessante e bem construído porém tem um final frustrante e sem o impacto que ele próprio vende no decorrer da trama.
Temos aqui uma história bem curiosa sobre vingança e máfia do ponto de vista de uma protagonista que sofre o filme inteiro... tadinha.
Takashi Ishii trabalha bem a ambientação do filme, principalmente em cenários noturnos e escuros, trazendo uma estética noir a sua história e valorizando mais o suspense e a angustia em certas cenas. Em outros momentos, principalmente em sequências de combate, temos cenas que são "a cara dos anos 90", com alguns cortes bregas que hoje em dia não funcionam muito bem. Por mais que não seja justo julgar o filme com a visão de 30 anos depois de sua realização, é algo que atrapalha um pouco a imersão.
O filme não é longo, no entanto há algumas cenas que poderiam ser ou descartadas ou então aproveitadas de outra maneira. Especialmente cenas em que a gangue tá reunida jogando seus jogos típicos, é interessante pela protagonista estar infiltrada mas depois se torna repetitiva.
O roteiro não tem pressa para se desenvolver, e isso gera uma conexão forte com a protagonista porém algumas decisões dela irrita um pouco. Há um mistério que permeia o filme todo mas quem tá atento consegue matar este mistério já praticamente na metade, então a revelação final vendida como plot twist perde o impacto.
Yui Natsukawa está muito bem como protagonista, mesmo que ela e o marido tenham pouco tempo juntos em tela a gente consegue sentir a dor da sua perda durante o filme inteiro. Ela não precisa nos dizer que sente falta dele, nós percebemos isso ao longo do seu desenvolvimento. Também gostei do personagem do Jinpachi Nezu que é moralmente ambíguo e misterioso.
Alone in the Night é um suspense interessante e bem construído porém tem um final frustrante e sem o impacto que ele próprio vende no decorrer da trama.