Três rapazes se unem para morar juntos, constituíndo uma família, sem laços sexuais ou consanguíneos. O que os une, na verdade, são as memórias e traumas em comum, desencadeando uma rede de afetos.
O argumento é bom, mas a execução deixou a desejar na construção de narrativa e, consequentemente, de personagens. Por isso, a história não cativa. Como paraibana, eu arrisco dizer que as produções atuais daqui, em longa-metragem, deixam a narrativa em segundo ou terceiro plano, e focam na fotografia e na direção de arte. Temos filmes belíssimos, mas pobres em histórias contadas. É uma crítica a partir do olhar de dentro do estado mas também como espectadora. Ambiente familiar é um filme muito simbólico, metafórico, experimental. Isso não atesta a qualidade de um filme. O cinema paraibano é maravilhoso, só precisa rever sua forma de contar histórias.
Amo os curtas-metragens deste diretor e surpreendo-me com a sua extrema capacidade poética. A fotografia deste filme está cheia de momentos sublimes, por exemplo, confirmando o seu talento. Mas, como li num comentário sobre a obra, a duração estendida fez com que as especialidades estilísticas do diretor esgarçassem. A narrativa enfada, ao invés de sensibilizar-nos. Os personagens reais que inspiraram as tramas e os atores profissionais são ótimos, bem como o uso da canção d'Os Doces Bárbaros num momento-chave, mas demora até que consigamos compreender as associações infantis com as dores contemporâneas dos três companheiros de moradia. Vi o filme ao lado de minha mãe, que é paraibana e relembrou muitas estórias de infância ao assistir ao filme. Mas não gostou do que viu, em razão de comunicação interditada consigo. Compreendo-a perfeitamente, infelizmente. Aguardemos os próximos passos do diretor. (WPC>)
Ganha os pontos pela estética do filme, que é belíssimo. A cada cena havia a sensação de que a direção procurava uma fotografia bela por cada ambiente. Infelizmente tamanha preocupação com a parte visual prejudicou a narrativa que ficou lenta, confusa; alternando momentos no passado e no presente. É preciso vê-lo com calma e paciência, pois não haverá momentos de êxtase ou animação.
O argumento é bom, mas a execução deixou a desejar na construção de narrativa e, consequentemente, de personagens. Por isso, a história não cativa. Como paraibana, eu arrisco dizer que as produções atuais daqui, em longa-metragem, deixam a narrativa em segundo ou terceiro plano, e focam na fotografia e na direção de arte. Temos filmes belíssimos, mas pobres em histórias contadas. É uma crítica a partir do olhar de dentro do estado mas também como espectadora. Ambiente familiar é um filme muito simbólico, metafórico, experimental. Isso não atesta a qualidade de um filme. O cinema paraibano é maravilhoso, só precisa rever sua forma de contar histórias.
Mais um lixo nacional.
Amo os curtas-metragens deste diretor e surpreendo-me com a sua extrema capacidade poética. A fotografia deste filme está cheia de momentos sublimes, por exemplo, confirmando o seu talento. Mas, como li num comentário sobre a obra, a duração estendida fez com que as especialidades estilísticas do diretor esgarçassem. A narrativa enfada, ao invés de sensibilizar-nos. Os personagens reais que inspiraram as tramas e os atores profissionais são ótimos, bem como o uso da canção d'Os Doces Bárbaros num momento-chave, mas demora até que consigamos compreender as associações infantis com as dores contemporâneas dos três companheiros de moradia. Vi o filme ao lado de minha mãe, que é paraibana e relembrou muitas estórias de infância ao assistir ao filme. Mas não gostou do que viu, em razão de comunicação interditada consigo. Compreendo-a perfeitamente, infelizmente. Aguardemos os próximos passos do diretor. (WPC>)
Genial, delicado e sensível.
Ganha os pontos pela estética do filme, que é belíssimo. A cada cena havia a sensação de que a direção procurava uma fotografia bela por cada ambiente. Infelizmente tamanha preocupação com a parte visual prejudicou a narrativa que ficou lenta, confusa; alternando momentos no passado e no presente. É preciso vê-lo com calma e paciência, pois não haverá momentos de êxtase ou animação.