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Data de lançamento
14 Junho 2010Duração
Sob constante ameaça terrorista, os EUA não podem baixar a guarda. Neste thriller psicológico, o país norte americano enfrentará um filho de sua própria nação, Younger (Michael Sheen), que se converteu ao islamismo e armou três bombas atômicas em diferentes cidades americanas. Apesar de Younger ser facilmente localizado e preso, ele não dá as coordenadas de onde as bombas estão. É quando entra em cena o investigador H (Samuel L. Jackson) e Helen (Carrie-Anne Moss) uma agente do FBI, que terão que pressionar o terrorista para descobrir a localização exata das bombas, numa corrida alucinante contra o tempo. Um thriller que irá te surpreender e te fazer pensar no inimaginável.
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O exemplo que um bom trailer faz com que tenhamos uma impressao boa de um filme , porem esse engana bem e aos poucos o filme vai ficando ruim e sem roteiro e Samuel nao precisava de um papelzinho desse
O filme aborda questões morais e éticas e faz os ''mocinhos'' serem tão ruins quanto o ''bandido'' e fica trabalhando essa ambiguidade até o fim, da pra ver claramente que é um filme de baixo orçamento de apenas um cenário e tenta se garantir nas atuações de Michael Sheen, Carrie-Anne Moss e Samuel L. Jackson, achei engraçado o Brandon Routh deslocado no elenco com um papel que qualquer figurante faria bem mais barato.
Não curti. Fugiu do clichê e chegou a me animar em certo momento, mas o final foi podre.
“Samuel L. Jackson volta a fazer um filme digno de sua capacidade de atuar.”
Assistir a este filme não é uma tarefa leve — pelo contrário, é uma experiência intensa, que passou despercebida pelo público brasileiro justamente por sua brutalidade. As cenas de violência são extremas e as táticas adotadas durante o interrogatório de um suposto terrorista são, no mínimo, chocantes, remetendo ao título original "Unthinkable" (Impensável), que na tradução perde um pouco dessa força.
O que torna esta obra relevante é a reflexão que ela provoca sobre os limites éticos que todos enfrentamos diante de uma ameaça real. Até onde você estaria disposto a ir para proteger milhões de vidas? Quais ações humanas você consideraria aceitáveis para obter informações cruciais? Essas perguntas ficam martelando na cabeça enquanto o filme avança, colocando o espectador frente a dilemas morais de difícil solução.
Durante aproximadamente 90 minutos, a tensão se mantém elevada, e a sensação de desconforto é constante — você não deseja estar na pele de nenhum personagem. A narrativa acompanha um caso extremo: um homem envia uma gravação ao governo dos EUA, alegando ter instalado três bombas nucleares pelo país, com potencial para uma destruição sem precedentes. Ele exige condições para revelar suas localizações, e, se atendidas, as explosões — marcadas para sexta-feira ao meio-dia — podem ser evitadas.
O suspeito é capturado de forma um pouco amadora, e, num momento de desespero, as forças armadas recorrem a métodos que beiram a tortura mais brutal na tentativa de extrair a informação. Assim, inicia-se um duelo tenso entre um interrogador implacável, interpretado por Samuel L. Jackson, e um terrorista frio e calculista.
A produção consegue criar uma atmosfera de alta intensidade, apoiada por atuações excepcionais e um elenco escolhido a dedo. Samuel L. Jackson retorna ao seu auge, dando vida a um personagem (um anti heroi como Henry “H” Humphries) que parece não sentir remorso ou empatia, disposto a usar qualquer meio para alcançar seu objetivo. Michael Sheen brilha ao interpretar um vilão inteligente, que manipula, impressiona com gestos sutis e mantém o espectador intrigado até o último minuto. Carrie-Anne Moss também merece destaque, trazendo uma policial que conecta a trama com uma dose de esperança e moralidade, lembrando sua icônica Trinity de "Matrix".
O que mais prende a atenção, porém, é a reflexão que o filme provoca. Cada um de nós é convidado a questionar seus próprios limites, suas convicções éticas e morais diante de situações extremas. A direção de Gregor Jordan consegue retratar tudo com uma crueza quase realista, evidenciando o medo que o governo americano nutre desde os atentados de 2001 e as invasões no Oriente Médio.
Embora o filme não seja perfeito, é uma obra que merece ser vista por aqueles que não se assustam com cenas de tortura e violência extrema. Exibido em 2010, obras como essa continuam a ficar fora do circuito de salas de cinema infelizmente, chegando ao público brasileiro apenas pelo mercado de DVD ou Blu-ray.
Nota: 8/10
Final Explicado de Unthinkable: O que acontece no fim do filme com Samuel L. Jackson?
Quer saber o que acontece no final do filme Unthinkable, suspense psicológico com Samuel L. Jackson e Michael Sheen que acaba de viralizar na Netflix? Prepare-se, porque o desfecho é tão brutal quanto perturbador.
Lançado em 2010, Unthinkable voltou ao radar do público por sua trama explosiva — literalmente — e por colocar o espectador diante de um dilema moral sem respostas fáceis. O filme questiona:
até onde você iria para salvar milhões de pessoas?
Sinopse de Unthinkable
Steven Arthur Young é um cidadão americano que planta três bombas nucleares em cidades diferentes dos EUA. Ele se entrega às autoridades, mas se recusa a revelar onde estão os dispositivos.
Entra em cena Henry “H” Humphries, um interrogador do governo especializado em… métodos nada convencionais. Ao lado da agente do FBI Helen Brody, ele participa de uma corrida contra o tempo para impedir a detonação dos explosivos. Só que quanto mais o tempo passa, mais os métodos usados para extrair a informação colocam todos num caminho sem volta.
Final alternativo no DVD e Blu-ray:
Uma equipe de desativação de bombas do FBI chega a um dos locais divulgados e reinicia o temporizador, impedindo a explosão da bomba. Enquanto o FBI comemora, porém, atrás de uma caixa próxima, o temporizador da quarta bomba, inicialmente não confirmada, chega a zero.
Final Explicado em Unthinkable:
Quantas bombas havia?
Vamos lá.
Sob tortura extrema, Steven revela as localizações das três bombas — um alívio momentâneo para todos. Mas H ainda desconfia. Ele descobre que Steven tinha material suficiente para fabricar quatro bombas, não três.
Ou seja:
tudo foi um plano arquitetado por Steven para fazer parecer que o perigo havia sido neutralizado. Mas a quarta bomba — a verdadeira ameaça final — continua desaparecida.
E aí vem o baque:
Steven se mata antes de revelar a localização do quarto dispositivo. O filme termina com Brody saindo do prédio com os filhos do terrorista, e o espectador fica sem saber o destino dessa bomba final.
O que acontece na versão estendida de Unthinkable?
Na versão original exibida pela Netflix, o final é abrupto. Existe uma versão estendida do filme — não disponível no streaming — que mostra mais: as três bombas são desarmadas com sucesso. No entanto, a câmera revela uma quarta bomba escondida, cujo cronômetro chega a zero antes de cortar para o preto.
A implicação é clara: a quarta bomba explode. E ninguém sabe onde, nem quantas pessoas morreram.
Qual o significado do final de Unthinkable?
A grande pergunta do filme
não é “quantas bombas havia?”, e sim: até onde a gente deve ir para salvar vidas?
H acredita
que tudo — inclusive torturar, matar e traumatizar crianças — é justificável para evitar um ataque nuclear.
representa a consciência ética: mesmo diante do pior cenário, ela se recusa a ultrapassar certos limites morais.
O final mostra que
talvez H estivesse certo… e a que custo? A humanidade deles foi destruída. E talvez uma cidade inteira também.
E é isso.
A premissa do filme é absurdamente boa, se aumentassem o orçamento pra dar mais qualidade na produção e colocassem mais meia hora de duração pra melhorar o desenvolvimento da história, seria 10/10. O personagem do Samuel é um anti herói clássico, merecia até um spin off contando sua história, mas a essa altura do campeonato, Hollywood não tem mais culhões pra tocar nesse tema de forma imparcial. Acho que fora o orçamento baixo e curta duração dá pra colocar na galeria dos melhores suspenses de todos os tempos.
Outro ponto alto: elenco. Todos atuando no mais alto nível.