Sam Tucker, um pobre coletor de algodão, busca um futuro melhor para sua família e decide cultivar seu próprio pedaço de terra, mas, para isso, terá de enfrentar as condições adversas da natureza.
A estória é dura, mas o roteiro a atenua em algumas passagens. O filme tem uma ótima fotografia e direção, mas o elenco e a maquiagem errônea não dão credibilidade ao filme.
Talvez eu cometa uma das maiores blasfêmias para a história do cinema mas eu sinceramente me alegro muito mais com a fase americana de Renoir do que de seus filmes franceses da época do realismo poético. Penso que em termos narrativos seus filmes "americanos" são mais simples mas mais fluídos e possuem uma aura mais esperançosa e menos crítica.
“Amor à Terra” assimila muito bem o espírito caipira daquelas personagens, sobretudo do protagonista. Nessa perspectiva, acho que o título brasileiro acaba ressaltando com felicidade uma certa percepção de Jean Renoir a respeito desse caipirismo. Afinal de contas, mais do que empreendedorismo rural ou trabalho autônomo, está em jogo a afeição pela natureza. Ainda que essa força superior arruíne as terras da família Tucker, eles permanecem convictos que dias melhores virão – algo que contrasta bastante com o fatalismo presente em alguns filmes franceses do realizador. Quem sabe encontraremos o ápice da sensibilidade de Renoir naquela fortuita pescaria que detém o assassinato de Sam Tucker.
A estória é dura, mas o roteiro a atenua em algumas passagens. O filme tem uma ótima fotografia e direção, mas o elenco e a maquiagem errônea não dão credibilidade ao filme.
Talvez eu cometa uma das maiores blasfêmias para a história do cinema mas eu sinceramente me alegro muito mais com a fase americana de Renoir do que de seus filmes franceses da época do realismo poético. Penso que em termos narrativos seus filmes "americanos" são mais simples mas mais fluídos e possuem uma aura mais esperançosa e menos crítica.
véia eu te amo
Jean Renoir concorreu ao Oscar de melhor direção e perdeu para Billy Wilder (Farrapo Humano)
“Amor à Terra” assimila muito bem o espírito caipira daquelas personagens, sobretudo do protagonista. Nessa perspectiva, acho que o título brasileiro acaba ressaltando com felicidade uma certa percepção de Jean Renoir a respeito desse caipirismo. Afinal de contas, mais do que empreendedorismo rural ou trabalho autônomo, está em jogo a afeição pela natureza. Ainda que essa força superior arruíne as terras da família Tucker, eles permanecem convictos que dias melhores virão – algo que contrasta bastante com o fatalismo presente em alguns filmes franceses do realizador. Quem sabe encontraremos o ápice da sensibilidade de Renoir naquela fortuita pescaria que detém o assassinato de Sam Tucker.