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Data de lançamento
16 Jan. 2011Bill Henrickson (Bill Paxton) é um polígamo contemporâneo que vive no subúrbio de Salt Lake City no estado de Utah, Estados Unidos, com três esposas, sete filhos e uma avalanche de responsabilidades. Dono de uma promissora cadeia de lojas de artigos para casa, Bill luta para manter o equilíbrio entre as necessidades financeiras e emocionais de suas esposas e ainda manter em segredo seu estilo de vida, uma vez que a poligamia foi proibida pela Igreja Mórmon há mais de um século.
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Comentário único para todas as temporadas. A primeira temporada é acima da média, porém vai decaindo com o passar dos anos por ficar num eterno loop de briga e alianças pontuais entre Bill e os Grants. A quinta temporada então é onde a coisa toda desanda com uma história que contraria os 4 anos anteriores e fecha com um final de série dos mais preguiçosos já vistos na TV. nota 7,0.
Muito bom poder acompanhar toda a série e a história dessa família. Eu sempre tive vontade, mas nunca começava, pois quando comecei, devorei até chegar aqui no final. Confesso que nunca esperei que a série tivesse tanta trama religiosa, em algumas partes eu ficava até confuso com essas questões, porque nunca fui muito de pesquisar sobre mórmons, etc, mas segui em frente porque o drama entre a família era o que realmente me chamava atenção.
Comecei as primeiras temporadas apaixonado pela Nicki e pela Marge, a dinâmica das duas personagens e atrizes sempre foi fantástica, mas a Nicki se tornou uma personagem um pouco chata nas últimas temporadas por andar sempre em círculos com seu egoísmo e não evoluir disso (apenas nos episódios finais). A Margene é maravilhosa, fofa, delicada, sentimental, meio perdida, mas sempre cheia de amor pra dar para a família - minha personagem favorita, com certeza.
Sobre Barb, nunca fui muito fã dela, mas nessa última temporada fiquei muito do lado dela. O machismo e o egoísmo intrínseco do Bill era ridículo demais, me deu muito raiva ele ficar negando qualquer afeto e compreensão dele para a Barb quando ela foi se afastando da religião.
O episódio final foi lindo, apesar de trágico. Eu imaginava que ele iria morrer por alguns comentários aqui e sinceramente, poderiam ter feito até antes para gente ter um vislumbre de como as esposas-irmãs iriam se comportar, mas as cenas finais deram um "spoiler" de cada mesmo cada uma seguindo seu caminho, como Margene indo viajar e Barb assumindo o posto do Bill, elas ficaram unidas como uma família. Cena lindíssima da Marge voltando para abraçar elas!
Me parece que quando falam de grandes produções da HBO, Big Love sempre fica "no cantinho", isso quando é mencionada. Essa série trouxe temas diversos e complexos para a sua época de exibição - quando nem tudo era "descontruído" ou havia grandes problematizações sobre poligamia e monogamia (foi exibida de 2006 a 2011, então não pegou a explosão das redes sociais). As culturas que essa subestimada série apresentou são lados que nós desconhecemos, seja pela própria ignorância ou porque foram historicamente silenciadas.
É muito interessante como a série expôs a poligamia, os problemas nas comunidades e toda a questão envolvendo a fé - especialmente a fé cega, destinada a uma pessoa ou grupo que se utiliza da fraqueza e do medo dos outros para ganho próprio. A História da humanidade nos mostra como as religiões agem no aspecto social, econômico, político e psicológico, e não somente no campo da espiritualidade. Big Love consegue, ao menos em sua maior parte, mostrar todos esses lados problemáticos de nossa fé, de nossas crenças e doutrinas. Diria que é uma ficção que consegue trabalhar bem o que seriam os pontos positivos e negativos de um casamento plural. Assim, a história vai além de mostrar como é um homem casado com três mulheres, e chega em campos culturais e históricos que são bem levantados pelo roteiro.
Os personagens são interessantes, e a cada temporada aparecem com mais camadas para serem exploradas. Algumas situações puxam para o lado cômico, mas a dramatização é especialmente bem conduzida. Bill Paxton fez um trabalho espetacular no papel de protagonista, muito embora o Bill, as vezes, não seja exatamente um grande exemplo ao falar sobre relacionamentos e responsabilidades. Chloë Sevigny brilhou como Nicki, uma personagem insegura sobre quem ela é, e ainda com problemas não resolvidos sobre seu passado. Jeanne Tripplehorn faz uma Barb consistente, centrada, com foco claro e objetivos bem definidos. E Ginnifer Goodwin, a Margie, vai crescendo a cada arco, ganhando mais vida e independência. A dinâmica entre os quatro beira a perfeição, mas o que se destaca são as situações criadas para testar a união da família, para manter o "lar unido". Conceitos religiosos são muito presentes nesse enredo, nas frases dos personagens, na forma como eles se vestem e vivem.
É uma série que merece muito mais reconhecimento. Apesar das duas últimas temporadas não serem tão boas, e do final não ter me agradado completamente, ainda assim é uma recomendação fácil. Há vários momentos tensos na trama, personagens muito detestáveis e outros que possuem dramas e questionamentos profundos com os quais podemos acabar nos identificando em algum nível.
Spoiler: O personagem Bill Henrickson teve o final esperado, a forma que aconteceu é que foi inusitada. Apesar de alguns furos ( senti falta de alguns personagens) teve um encerramento digno. Existe um filme biográfico que aborda questões semelhantes: "Profeta fora da Lei" 2014, só não tem o selo da HBO.
já tinha previsto esse final... eu estava adivinhando que o Bill
seria assassinado pelo Carl!
bem, essa última temporada foi angustiante, uma descida ladeira abaixo! não estava dando para suportar os personagens mais, em especial o Bill.
Fico contente que elas tenham se livrado dele, embora eu estivesse torcendo para elas realmente se encontrarem no mundo, perceberem que essa religião era uma furada machista e hipócrita.
Fiquei revoltada pela saída repentina de alguns personagens, que ficaram sem final, como por exemplo o
Joey, que tinha tanto potencial! Queria que ele tivesse se tornado o novo profeta.
Também queria um final melhor para o Alby (não necessariamente um final positivo, porém mais impactante), Adeleen e Rhonda...
O final que me deixou mais triste foi o da Lois. Ela realmente merecia muito mais do que isso!