O dono de um canil, ansioso com as mudanças climáticas, se apaixona por uma atendente telefônica. Durante um desastre natural, ele parte numa jornada romântica, bilíngue e cheia de aventuras para encontrá-la.
Gosto do tom tragicômico, desconcertante, e fora da casinha proposto pelo filme, mas faltou força e ousadia pra ficar de fato algo insano, mesmo que sutilmente romântico.... nossa estava com saudade da Piper Perabo, queridinha no início dos anos 2000.
O tema do fim do mundo foi muito mal explorado e a química do casal também foi bem fraca, uns diálogos bobos e nada convincentes, para um filme que no começo até que rendeu algumas risadas com a assistente estranha e o ciclo de amigos e parentes esquisitos do Adam. Quando a Tina chega, desanda bonito até o final. Na dúvida, assista "Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo" que também trata de amor no final dos tempos e é um abismo à frente em todos os aspectos.
Comédia romântica sentimental, com um roteiro que fica longe da obviedade, que se situa num pré-apocalipse capaz de colocar fim ao planeta. Nesse momento de incertezas, surge uma inesperada ligação afetiva entre um rapaz depressivo (Patrick Hivon), dono de um canil, e uma jovem feliz da vida (Piper Perabo), que trabalha em uma empresa de lâmpadas solares terapêuticas. O mundo está prestes a acabar, com ruas devastadas e gente fugindo, mas os dois, ao se encontrar, parecem ter algo de bom para compartilhar nesses dias tensos. O apocalipse funciona como alegoria dos temores atuais e também uma moldura para destacar a resiliência dos vínculos humanos – a pergunta que o filme tenta responder é “Pode o amor nascer num ambiente de catástrofe anunciada”? O roteiro combina ironia com delicadeza, alternando momentos de riso com instantes de emoção, trazendo atuações sinceras dos dois protagonistas (destaque para a americana indicada ao Globo de Ouro Piper Perabo, que surgiu no fim dos anos 90, em fitas populares como “Showbar”, depois sumiu, reapareceu em fitas B e agora presente em seriados de sucesso como “Yellowstone”). Com direção de Anne Émond (de “A jovem Juliette”), o filme, uma produção canadense, participou de festivais como Cannes (na Quinzena dos Cineastas), Toronto e a Mostra Internacional de Cinema de SP, e agora estreou em salas de cinemas do Brasil, com distribuição da Synapse Distribution. Por Felipe Brida, no blog Cinema-naweb blogspotcom
Gosto do tom tragicômico, desconcertante, e fora da casinha proposto pelo filme, mas faltou força e ousadia pra ficar de fato algo insano, mesmo que sutilmente romântico.... nossa estava com saudade da Piper Perabo, queridinha no início dos anos 2000.
O tema do fim do mundo foi muito mal explorado e a química do casal também foi bem fraca, uns diálogos bobos e nada convincentes, para um filme que no começo até que rendeu algumas risadas com a assistente estranha e o ciclo de amigos e parentes esquisitos do Adam. Quando a Tina chega, desanda bonito até o final. Na dúvida, assista "Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo" que também trata de amor no final dos tempos e é um abismo à frente em todos os aspectos.
Comédia romântica sentimental, com um roteiro que fica longe da obviedade, que se situa num pré-apocalipse capaz de colocar fim ao planeta. Nesse momento de incertezas, surge uma inesperada ligação afetiva entre um rapaz depressivo (Patrick Hivon), dono de um canil, e uma jovem feliz da vida (Piper Perabo), que trabalha em uma empresa de lâmpadas solares terapêuticas. O mundo está prestes a acabar, com ruas devastadas e gente fugindo, mas os dois, ao se encontrar, parecem ter algo de bom para compartilhar nesses dias tensos. O apocalipse funciona como alegoria dos temores atuais e também uma moldura para destacar a resiliência dos vínculos humanos – a pergunta que o filme tenta responder é “Pode o amor nascer num ambiente de catástrofe anunciada”? O roteiro combina ironia com delicadeza, alternando momentos de riso com instantes de emoção, trazendo atuações sinceras dos dois protagonistas (destaque para a americana indicada ao Globo de Ouro Piper Perabo, que surgiu no fim dos anos 90, em fitas populares como “Showbar”, depois sumiu, reapareceu em fitas B e agora presente em seriados de sucesso como “Yellowstone”). Com direção de Anne Émond (de “A jovem Juliette”), o filme, uma produção canadense, participou de festivais como Cannes (na Quinzena dos Cineastas), Toronto e a Mostra Internacional de Cinema de SP, e agora estreou em salas de cinemas do Brasil, com distribuição da Synapse Distribution. Por Felipe Brida, no blog Cinema-naweb blogspotcom