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Data de lançamento
28 Junho 2008Duração
Todos os anos, a família Yokoyama se reúne no aniversário da morte de Junpei, o filho mais velho, que faleceu há 15 anos tentando salvar um menino do afogamento. Seus irmãos, hoje dois adultos de meia-idade, sabem que nunca serão tão estimados pelos pais quanto o primogênito. Kyohei, o patriarca, se esconde em seu antigo consultório para fugir da agitação dos netos, enquanto Toshiko, a avó, comanda a cozinha tentando não transparecer as frustrações de seu casamento. Mas os conflitos convivem lado a lado com momentos de intenso afeto.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
''Andando'' reflete muito do cinema de Ozu (especialmente ''Era uma vez em Tóquio''), tanto na linguagem visual quanto na forma de olhar para a família, o tempo e o silêncio. O filme gira em torno de uma reunião aparentemente comum, mas cada cena carrega camadas de ressentimento, frustração, memória e afeto contido. A câmera, quase sempre fixa, faz a gente se sentir como um hóspede silencioso naquela casa, alguém que observa, mas não interfere. Sem trilha sonora dramática, Kore-eda dá lugar à música dos sons cotidianos: o óleo fervendo, os passos no tatame, o vento nas folhas. É impressionante como ele consegue transformar o banal em algo cheio de verdade e sentimento. É um filme que pede escuta e leitura atenta, porque tudo o que importa acontece no espaço entre as palavras.
Será que a cultura oriental leva a esse tipo de percepção da realidade, onde a tragédia não é tão trágica, onde o drama não é tão dramático? 🤔🤔🤔
Koreeda é rei desses diálogos tocantes e regado de sentimentalismo.Uma das grandes obras do diretor.
>Assistido em 25 de Maio de 2025
Mais um filme lindíssimo e cheio de alma do Koreeda.
Esse aqui eu vi que é bastante autobiográfico.
Acho que é o filme menos "felizinho" e "bonitinho" dele que eu vi até o momento. Envolve sentimentos complexos e conflitantes que têm como ponto de partida o luto.
É não óbvio e não necessariamente satisfatório exatamente como uma experiência de vida real tende a ser.
Mas também não deixa de lindo como tudo que o Koreeda já filmou na vida dele.
- que porrada koreeda! ele sabe mesmo como entrar fundo nos dilemas familiares e aqui tudo através de diálogos
- toda a tristeza, assunto não resolvidos e decepção ficam latentes
- remete demais ao sensivel cinema do ozu