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Data de lançamento
13 Maio 2004Duração
Quatro irmãos mudam-se com sua mãe para um pequeno apartamento em Tóquio, sendo que todos têm pais diferentes. As crianças nunca foram à escola e apenas o filho mais velho entra caminhando normalmente no novo apartamento, com os outros chegando escondidos em malas. Ninguém pode ficar sabendo que mais de três pessoas vivem ali, sob o risco de serem expulsos. Tudo vai bem até que, um certo dia, a mãe (You) vai embora, deixando para o filho mais velho, Akira (Yuya Yagira), de 12 anos, um bilhete e um pouco de dinheiro. Começa então o duro processo de amadurecimento precoce de Akira.
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Que obra prima!
Destaques do filme são os marcadores para mostrar a passagem de tempo como o tênis que vai se desgastando, as roupas ficando velhas, o cabelo crescendo.
Primorosa a direção e que filme triste!
Que desgraceira, filme triste demais. Porém, é lindo.
09.05.2026
Dica para destruir o telespectador:
1 -apresente uma criança fofinha;
2 - mate ela;
3 - termine deixando o público com lindas imagens ao som de uma trilha sonora melancólica.
Ninguém pode saber, é um dos meus filmes favoritos do Koreeda, e com certeza é um dos melhores desses primeiros 25 anos do século 21.
A premissa de crianças sendo jogadas na vida, e sofrendo todas as brutalidades possíveis, por culpa da irresponsabilidade de adultos, é um tema universal, mas que poucas vezes são vistos no cinema. Um tema de suma importância, que deveria ser mais explorado, principalmente pro cinema Brasileiro, que parece estar mais interessa em politização, do que realmente falar do que importa.
É um filme bem incomodativo, como é de se esperar quando temos crianças no centro da trama, então não é um filme para você relaxar. A maioria dos filmes desse diretor, são filmes que incomodam, mas propõem uma reflexão, e ele sabe fazer isso como ninguém. Gosto do ritmo, dos enquadramentos, e das atuações que ele consegue tirar de seus atores, até mesmo de atores mirins como é o caso aqui.
Algumas pessoas reclamam do final, mas não vejo porque o diretor deveria continuar mostrando o que acontece com aquelas crianças, uma vez que fica extremamente óbvio o que esperar de um filme que nunca te apresenta uma luz no fim do túnel. Por isso mesmo que não considero o final em questão como aberto, e sim extremamente conclusivo.
Koreeda com certeza é um dos grandes diretores da sua geração, e particularmente um dos meus favoritos ao lado de Eric Rohmer, Coppola e Giuseppe Tornatore. Um espetáculo!
Uma ótima sessão para vocês.