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Data de lançamento
14 Março 2007Duração
Angel (Romola Garai), uma jovem escritora inglesa de imaginação extraordinária, não aceita o mundo que a cerca. Ela se recusa a viver qualquer coisa diferente do que imaginou. Já famosa e rica, conhece os irmãos Esmé (Michael Fassbender) e Nora (Lucy Russell), que entram em seu caminho e se tornam parte importante de sua vida idealizada. Mas a chegada da Primeira Guerra Mundial faz com que Angel veja o destino que planejara escapar por seus dedos e ameaçar sua existência gloriosa.
Baseado no romance homônimo de Elizabeth Taylor.
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Um novelão deliciosamente afetado e adocicado, diferente de tudo o que Ozon já fez.
A riqueza do roteiro escrito pelo diretor François Ozon é somente um dos elementos positivos de “Angel”. A personagem título é tão complexa e interessante que é até curioso saber que Ozon escreveu todo esse filme tendo em mente a inglesa Romola Garai (pronuncia-se Romollah Garry). Quando vemos a atriz, entendemos o por quê de ela ter sido a primeira – e única – escolha do francês. Garai possui um rosto e uma beleza bem clássicos, além de uma certa vulnerabilidade, que caem como uma luva para essa história e entrega uma performance que, a princípio, pode soar exagerada, mas, na verdade, é muito corajosa e de pura entrega a uma personagem que está imersa dentro de sua própria realidade.
Além dos elementos que já foram citados, chama a atenção no trabalho de François Ozon, em “Angel”, o cuidado que o diretor teve com os detalhes. A direção de arte, os figurinos, a trilha sonora e a fotografia (alguns enquadramentos utilizados no filme são maravilhosos) contribuem para toda uma atmosfera que faz com que “Angel” seja visto como um filme à moda antiga. O longa tem uma aura muito clássica (que remete, por exemplo, aos filmes de George Cukor – um diretor que adorava histórias centradas em personagens femininas fortes), mas, na sua essência, é uma obra que mistura fantasia e realidade e nos mostra que, não importa onde a personagem título esteja, ela não pode fugir do sofrimento que marcará os últimos anos de sua existência.
Uma história triste, mas igualmente bela.
Filme esplêndido. Eis uma mulher com quem casaria! Play *__*
O personagem de Angel chega ser ridículo pelo excesso de exibicionismo, quase vulgar. Um dramalhão que Ozon, equivocadamente, transfere para os dias de hoje. Por outro lado a fotografia possui uma estética de beleza rara, tecnicamente ela nos transporta aos quadros do inicio do sec.XX, me despertou tanto interesse que me prendeu ao filme.