O ladrão Skip McCoy rouba a bolsa de uma mulher no metrô, sem saber que dentro dela está um microfilme com segredos de governo. Ele passa, então, a ser perseguido pela vítima do roubo e por agentes.
McCarthismo escorre pela tela nesse filme. Porém a América consegue salvar o mundo mais uma vez, não por um herói patriota, mas através de um ladrão. Nota 8,5.
Duas coisas me incomodaram em "Pickup on South Street" (O Anjo do Mal) - filme de 1953 dirigido por Samuel Fuller - primeiro, a obsessão pelo comunismo como sinônimo de ameaça invisível e criminosa; segundo, pelo desdém e violência frequentes com que as personagens femininas são tratadas nas obras de Fuller, tal como ocorre em "The Naked Kiss", "House of Bamboo" e "Shock Corridor" para citar algumas.
Como este filme foi lançado no período da guerra fria, sua trama retrata o patriotismo ianque e a paranoia dos Estados Unidos capitalista com a União Soviética socialista/comunista. Esse temor e rivalidade se enraizaram no subconsciente da sociedade americana e, ainda hoje, inspiram roteiros com espiões e inimigos russos.
Curiosamente, Fuller escolhe personagens com um pé na transgressão para serem os heróis da história. Os agentes de polícia são parvos e os vilões, alegadamente comunistas. A estética do filme - com bela fotografia em preto e branco - tende a fazer um contrapeso para seus tropeços narrativos.
- o filme é pura propaganda anti-comunista de estadunidense capitalista - ainda tem a pachorra de colocar um ladrão como protagonista. tudo bem ser bandido, mas se você é contra um sistema que multiplica a pobreza e faz as pessoas irem para o crime você tá errado - e falam ainda que os comunistas são perigosos, piores pessoas na terra, mas são derrotados por um batedor de carteira, de cair o c* da bunda
Um filme noir classe A. Traz uma história imprevisível e com personagens ambíguos e bem construídos. No elenco Richard Widmark mostra a competência de sempre e Thelma Ritter faz um trabalho magistral que merecidamente foi indicado ao Oscar.
Para quem gosta ou aprecia filmes noir é um bom filme, o clima e as boas atuações de Widmark, Jean Peters, aqui como uma sedutora mulher fatal, e Thelma ritter fazendo a personagem que dá as informações, garantem um bom passatempo, mas sem estar entre os melhores filmes noir.
McCarthismo escorre pela tela nesse filme. Porém a América consegue salvar o mundo mais uma vez, não por um herói patriota, mas através de um ladrão. Nota 8,5.
Duas coisas me incomodaram em "Pickup on South Street" (O Anjo do Mal) - filme de 1953 dirigido por Samuel Fuller - primeiro, a obsessão pelo comunismo como sinônimo de ameaça invisível e criminosa; segundo, pelo desdém e violência frequentes com que as personagens femininas são tratadas nas obras de Fuller, tal como ocorre em "The Naked Kiss", "House of Bamboo" e "Shock Corridor" para citar algumas.
Como este filme foi lançado no período da guerra fria, sua trama retrata o patriotismo ianque e a paranoia dos Estados Unidos capitalista com a União Soviética socialista/comunista. Esse temor e rivalidade se enraizaram no subconsciente da sociedade americana e, ainda hoje, inspiram roteiros com espiões e inimigos russos.
Curiosamente, Fuller escolhe personagens com um pé na transgressão para serem os heróis da história. Os agentes de polícia são parvos e os vilões, alegadamente comunistas. A estética do filme - com bela fotografia em preto e branco - tende a fazer um contrapeso para seus tropeços narrativos.
- o filme é pura propaganda anti-comunista de estadunidense capitalista
- ainda tem a pachorra de colocar um ladrão como protagonista. tudo bem ser bandido, mas se você é contra um sistema que multiplica a pobreza e faz as pessoas irem para o crime você tá errado
- e falam ainda que os comunistas são perigosos, piores pessoas na terra, mas são derrotados por um batedor de carteira, de cair o c* da bunda
Um filme noir classe A. Traz uma história imprevisível e com personagens ambíguos e bem construídos. No elenco Richard Widmark mostra a competência de sempre e Thelma Ritter faz um trabalho magistral que merecidamente foi indicado ao Oscar.
Para quem gosta ou aprecia filmes noir é um bom filme, o clima e as boas atuações de Widmark, Jean Peters, aqui como uma sedutora mulher fatal, e Thelma ritter fazendo a personagem que dá as informações, garantem um bom passatempo, mas sem estar entre os melhores filmes noir.