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Duração
Caminhoneiro é contratado para um negócio, mas quando percebe se tratar de um roubo, tenta fugir e acionar a polícia e acaba sendo acusado pelo crime. Prestes a casar com sua mulher, grávida, os dois precisam fugir para o interior para escapar dos bandidos e da polícia, que os caçam incessantemente.
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O filme Desperate (1947) é bom, e além de ser curto, não deixa o clima de tensão cair em nenhum momento. Desde o início, o ritmo é intenso e envolvente, com uma atmosfera de constante perigo que prende a atenção do espectador.
Por outro lado, há uma sequência de decisões burras do protagonista que chegam a irritar em certos momentos. Steve, o personagem principal, parece tomar uma decisão pior que a outra, sempre complicando mais a situação.
E, para completar, há a questão da esposa — uma mulher grávida de sei lá três meses — sendo tratada por ele como se estivesse à beira da morte. Qualquer coisinha que ela faz, ele pergunta se está tudo bem, se ela aguentou, se pode fazer tal coisa… até para colocar uma simples máscara enquanto se escondem em um ônibus.
Além disso, Steve é muito idiota por nunca abrir o jogo com a mulher e explicar o que realmente está acontecendo. Tudo que ele faz é repetir que eles têm que fugir, que precisam se esconder, que devem pegar o trem, que ela tem que ir para outro lugar… Essa falta de diálogo acaba tornando o drama do casal um pouco mais cansativo do que deveria.
Eu particularmente não gosto quando o bandido morre — sempre tenho preferência por vê-lo sendo preso, salvo raras exceções.
A cena final, com Steve encurralado em casa por Walt e o último capanga que sobrou, é bem tensa. Apesar da sorte absurda que move os acontecimentos, nada chega a ser completamente inverossímil. Tudo dá certo graças à intromissão providencial da vizinha e à decisão dos criminosos de saírem da casa. No fim, Walt morre exatamente no mesmo momento em que seu irmão — um detalhe pequeno, mas importante, que amarra o desfecho de forma simbólica.
Depois de toda essa situação, dá pra imaginar o tamanho do alívio de Steve. No lugar dele, eu claramente chamaria o policial Ferrari para ir à minha casa tomar um café. O cara foi gente boa demais durante tudo isso.
E não dá pra deixar de elogiar Raymond Burr — o bicho é brabo demais! É a cara da vilania, simples assim. Sua presença impõe respeito e torna o antagonista ainda mais ameaçador.
Por fim, o filme poderia ter mostrado Steve reencontrando sua filha recém-nascida e a esposa, dando a notícia de que tudo acabou. Aquele final feliz típico e clichê não faria mal algum
Assistido em 28/10/2025
Grande noir, eletrizante , curtinho e empolgante. Pena que tem algumas escolhas erradas, ou melhor, umas facilitadas no roteiro para que tudo funcione. De certo que o final é um pouco anticlimático, mas aqueles 5 minutinhos de espera para meia-noite está com certeza entre os grandes momentos do gênero noir e influência direta ao que Leone e Matar ou Morrer fariam no futuro.
Raymond Burr é a principal característica como o chefe do crime tentando
desesperadamente salvar seu irmão mais novo condenado à cadeira elétrica.
e os minutos finais do filme são bastante emocionantes, com Burr, o relógio passando para a meia-noite e a polícia se aproximando. O final implausível pode ter dado ao filme algo mais atraente, mas diluiu o impacto