O filme conta a história de Hayley e June, duas garotas que, descontentes com os critérios da madre superiora do colégio em que estudam, resolvem importuná-la.
Apesar de minha paixão pela diretora, não conhecia este filme. Tive o privilégio de conferi-lo numa sessão de TV aberta e fiquei encantado por aquilo que causou-me bastante estranhamento, logo no início: a estrutura excessivamente episódica da narrativa, cujas elipses chegam a deixar a impressão de que estamos assistindo a uma versão recortada do original. E logo se percebe que essa é a intenção original da diretora, que conta com financiamentos produtivos essencialmente femininos - e, como tal, também feminista: não causa estranhamento que a rebeldia extremada das duas garotas encontre eco na devoção religiosa (e não tão agressiva quanto se pensava inicialmente) das freiras, igualmente rebeldes no modo como professam a sua fé. Rosalind Russell, neste sentido, é quase santificada em seu acolhimento e na magnifica interpretação, bem como na importância vivida de sua personagem, outrora uma importante estilista na Europa. Ri em diversos momentos, fiquei impressionado com a audácia dos diálogos e apreciei a assimilação identitária (quando ainda não se pensava no conceito) do 'male gaze', na seqüência genial dos ensaios para o concurso de bandas, quando as garotas agradecem às freiras pelos uniformes curtos. Causa estranhamento por fugir dos clichês de gênero cômico juvenil, aderindo a uma perspectiva adulta e reflexiva sobre a noção de rebeldia. Muitíssimo bem roteirizado, dirigido e interpretado (conquanto as intérpretes das garotas sejam evidentemente mais velhas que as suas personagens). Saí da sessão encantado: que demonstração brilhante de subversão, preferindo "quem escolhe a quem se dobra" uau! (WPC>)
Filme juvenil leve que em nenhum momento é irreverente com a religião. A personagem de Rosalind Russell escapa do estereótipo da freira cruel, revelando uma preocupação legítima com o futuro de suas alunas. Hayley Mills (com 19 anos) e June Harding (com 27 anos!) tem uma química perfeita na tela. Em sua última direção no cinema Ida Lupino conduz com segurança a estória que se desenrola por três anos e aproveita bem os cenários. Aliás o filme já começa brincando até com a clássica abertura da Columbia.
Comédia até que simpática,com um clima de "Sessão da Tarde" de antigamente.Mas infelizmente meio longa demais e arrastada.Rosalind e Hayley estão ótimas em seus respectivos papéis.
Segundo Rosalind Russell , ela e Hayley Mills não se davam bem durante as filmagens. Ela alegava que toda vez que se virava ou se afastava de Mills, ela mostrava a língua para ela. O produtor William Frye ofereceu pessoalmente a sua amiga Greta Garbo US $ 1 milhão para interpretar a Madre Superiora no filme. Quando ela recusou, ele ofereceu o papel a Rosalind Russell com um salário muito mais baixo.
25.08.1998
Apesar de minha paixão pela diretora, não conhecia este filme. Tive o privilégio de conferi-lo numa sessão de TV aberta e fiquei encantado por aquilo que causou-me bastante estranhamento, logo no início: a estrutura excessivamente episódica da narrativa, cujas elipses chegam a deixar a impressão de que estamos assistindo a uma versão recortada do original. E logo se percebe que essa é a intenção original da diretora, que conta com financiamentos produtivos essencialmente femininos - e, como tal, também feminista: não causa estranhamento que a rebeldia extremada das duas garotas encontre eco na devoção religiosa (e não tão agressiva quanto se pensava inicialmente) das freiras, igualmente rebeldes no modo como professam a sua fé. Rosalind Russell, neste sentido, é quase santificada em seu acolhimento e na magnifica interpretação, bem como na importância vivida de sua personagem, outrora uma importante estilista na Europa. Ri em diversos momentos, fiquei impressionado com a audácia dos diálogos e apreciei a assimilação identitária (quando ainda não se pensava no conceito) do 'male gaze', na seqüência genial dos ensaios para o concurso de bandas, quando as garotas agradecem às freiras pelos uniformes curtos. Causa estranhamento por fugir dos clichês de gênero cômico juvenil, aderindo a uma perspectiva adulta e reflexiva sobre a noção de rebeldia. Muitíssimo bem roteirizado, dirigido e interpretado (conquanto as intérpretes das garotas sejam evidentemente mais velhas que as suas personagens). Saí da sessão encantado: que demonstração brilhante de subversão, preferindo "quem escolhe a quem se dobra" uau! (WPC>)
Filme juvenil leve que em nenhum momento é irreverente com a religião. A personagem de Rosalind Russell escapa do estereótipo da freira cruel, revelando uma preocupação legítima com o futuro de suas alunas. Hayley Mills (com 19 anos) e June Harding (com 27 anos!) tem uma química perfeita na tela. Em sua última direção no cinema Ida Lupino conduz com segurança a estória que se desenrola por três anos e aproveita bem os cenários. Aliás o filme já começa brincando até com a clássica abertura da Columbia.
Comédia até que simpática,com um clima de "Sessão da Tarde" de antigamente.Mas infelizmente meio longa demais e arrastada.Rosalind e Hayley estão ótimas em seus respectivos papéis.
Segundo Rosalind Russell , ela e Hayley Mills não se davam bem durante as filmagens. Ela alegava que toda vez que se virava ou se afastava de Mills, ela mostrava a língua para ela.
O produtor William Frye ofereceu pessoalmente a sua amiga Greta Garbo US $ 1 milhão para interpretar a Madre Superiora no filme. Quando ela recusou, ele ofereceu o papel a Rosalind Russell com um salário muito mais baixo.