Considerada a melhor transposição para o cinema da obra de Leo Tolstoi. A trama gira em torno do caso extra-conjugal da personagem que dá título à obra, uma aristocrata da Rússia Czarista que, a despeito de parecer ter tudo (beleza, riqueza, popularidade e um filho amado), sente-se vazia até encontrar o impetuoso oficial Conde Vronski. Com fotografia, figurinos e cenários maravilhosos e com ótima atuação de Tatyana Samojlova (Quando Voam as Cegonhas) esse é sem dúvida umas das maiores obras do cinema soviético da década de 60.
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Tatyana samoylova é a encarnação da Anna Arkadyevna karenina.
Ela quem melhor representou a trágica personagem criada por Tolstoy.
Não importa o quanto você estude uma mulher, tudo será completamente novo.
O filme de Alexander Zarkhi foi a sexta adaptação do romance de Leo Tolstoy na União Soviética. No total, existem 27 adaptações de Anna Karenina no mundo, começando pelo filme mudo alemão de 1910. Mas nem todos podem se tornar uma obra-prima.
O drama mostra perfeitamente os costumes hipócritas de Moscou e São Petersburgo na segunda metade do século XIX. Bailes, discursos em francês. Uma das cenas mais emocionantes são as corridas de cavalos. Magnífico conjunto de atuação, música muito boa de Rodion Shchedrin.
É mais fácil entender a relação dos heróis de Tolstoi pelo prisma do próprio destino. Portanto, os ex-cônjuges de Samoilova e Lanovoy interpretaram os amantes. Ellina Bystritskaya e Tatyana Doronina fizeram o teste para o papel de Anna Karenina, mas foi Tatyana Samoilova quem incorporou a imagem de uma “alma quebrada” que é admirada há mais de 40 anos. Vronsky, interpretada por Vasily Lanovoy, também é considerada uma das imagens de maior sucesso já filmadas.
A história do amor trágico de Anna Karenina pelo Conde Alexei Vronsky. Karenina mudou muito desde sua viagem a Moscou. Por uma paixão fatal por um oficial brilhante, uma senhora casada deixa seu marido Alexei Aleksandrovich Karenin ("Por que você está indo?" "Eu vou estar onde você está. Não posso fazer de outra forma"). O idoso Karenin (Nikolai Gritsenko) não é um homem, mas uma máquina. E a máquina do mal, quando se enfurece (Nossa vida não é limitada por pessoas, mas por Deus. Só um crime pode quebrá-la). Mas nada impede Anna de se apaixonar por Vronsky. Até o fato de Karenin a privar da oportunidade de ver seu próprio filho Seryozha. Mas nada é para sempre. As relações entre Anna e Vronsky se deterioram... Os destinos desmoronam. Vidas são cortadas.
O amor infeliz de Karenina e Vronsky é mostrado no drama no contexto da vida familiar pura e feliz de Konstantin Levin (Boris Goldaev) e Kitty Shcherbatskaya (Anastasia Vertinskaya).
Meu personagem favorito no filme é Stiva Arkadyevich Obolonsky (Yuri Yakovlev). Nunca desanimei epicurista (Nove anos de vida não podem resgatar momentos de paixão?!), amar a vida e adorar as mulheres (Uma mulher é um parafuso sobre o qual tudo se apoia. Não importa o quanto você estude uma mulher, tudo será completamente novo. ).
O diretor Alexander Zarkhi disse isso sobre Anna Karenina: “Um pequeno toque nos clássicos ainda é um toque”. Na minha opinião, o magnífico filme de Zarhi transmitiu plenamente as reflexões filosóficas e os esboços psicológicos do autor, característicos da literatura de Tolstoi.
Este longa dirigido por Aleksandr Zarkhi talvez seja a versão mais completa da obra de Leon Tolstói, "Anna Karenina". Apesar do elenco um tanto fraco e de algumas falhas na edição, que tornam a história meio confusa para quem a desconhece, o filme conservou uma dramaticidade regrada, sem muitos exageros. Deu ênfase à maneira diversa como a sociedade encara as traições feminina e masculina, e não se preocupou muito em reverenciar a maternidade ou a paternidade.
As características que distinguem o cinema soviético do cinema europeu e americano se fizeram perceber com bastante clareza na construção da narrativa. Diferente dos filmes anteriores, Anna Karenina não foi retratada como uma vítima desesperada e sujeita a relacionamentos abusivos, ao contrário, por vezes assumiu friamente as consequências de seus atos e mostrou-se uma mulher segura, provocante e ciente de seu poder de sedução.
Interessante também notar que os personagens masculinos perderam destaque e força, se comparados às suas versões ocidentais. O esposo de Anna, antes interpretado como um homem indiferente, cruel e autoritário, neste filme mostrou-se quase derrotado ou destruído emocionalmente, solitário e suscetível ao sofrimento causado pela separação. O Conde Vronsky tornou-se um mero coadjuvante, figura pouco expressiva e sem a aura de fascínio que exercia sobre o público feminino.
Talvez seja este o efeito do famoso realismo soviético, lembrando-nos que a vida continua seguindo seus rumos, a despeito das aflições.
Mesmo simplificado, é uma obra prima. Tatyana Samoylova como a jovem aristocrata Anna Karenina que deixa tudo por sue amante e aborda os dramas e consequências de suas escolhas.
Versão russa do trabalho de Lev (também conhecido como Leão, Leon, Leo ou Liev) Tolstói, produzido em 1967 e tido como o mais fiel ao livro. Tatyana Samojlova, Nikolai Gritsenko e Vasili Lanovoi são, respectivamente, Anna Karenina, Karenin e Vronsky, trio principal deste drama.