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Duração
Em dois dias, Omer completará 30 anos e, como muitos de sua idade, ele ainda não se encontrou. Mas também mal procura. Em vez disso, ele prefere se perder entre as prateleiras de livros da biblioteca onde trabalha. De quando em quando Omer tem um encontro às escuras. Estará o amor morto ou só estamos procurando nos lugares errados?
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Dificilmente eu abandono um filme pela metade, mas esse pediu para ser deixado de lado. Depois de 32 minutos resolvi parar de assistir.
Começa numa putaria só... isso tudo só pra mostrar que a vida dele é vazia. Acho que não perdi muita coisa ao não terminar de vê-lo (aposto que teria sexo e mais sexo e só).
Não ia comentar, mas diante de tantos comentários conservadores, não posso deixar de dizer umas palavras.
Gosto do filme. É doce, claro, meio água com açúcar como as sessões da tarde heteronormativas etc. Mas, aqui, se trata de um filme que transcorre num meio naturalmente homossexual, em que o fato de ser gay não entra absolutamente em questão. O nó principal do enredo é o encontro com o amor, em busca do qual todos andamos (e quando não andamos é porque já o temos ou estamos doentes).
E o amor, no fundo, é como essa ideia fantástica da abdução: às vezes, desesperançados, buscamos nas estrelas aquilo que se encontra bem aqui, ao nosso lado.
Enfim, o filme é bem-humorado e poético. Tem um elenco delicioso - não apenas os amantes jovens e saborosos (meninos e meninas, cada qual à sua maneira), mas também os coadjuvantes idosos, como aquela mãe casamenteira interpretada por Noam Hubermann, a vidente abdusida e etc.
Visto sem preconceitos, o filme é delicioso.
Não é muito péssimo mas é péssimo.
Deprimente!
Deselegante!