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Data de lançamento
20 Jan. 2013Duração
Nove anos após se reencontrarem em Paris, Jesse (Ethan Hawke) segue tentando se tornar um romancista de sucesso enquanto Celine (Julie Delpy) considera a possibilidade de aceitar um emprego junto ao governo francês. Mas, agora, eles vivem juntos na “cidade luz” ao lado das filhas gêmeas. Quando o casal resolve ir à Grécia com as filhas e lá ganha de presente dos amigos uma noite a sós, Jesse e Celine são obrigados a encarar a seguinte questão: pode o amor sobreviver a um longo período de convivência?
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Fezes puríssima
Até uns 40 minutos de filme, parecia que não era a 3ª parte da trilogia... Para quem se acostumou em ver apenas o casal com seus incessantes diálogos, nesse filme, vários personagens da família grega, falam sem parar... Até que o casal decide sair e passar a noite a sós... e então, (finalmente!) o filme retoma as características dos filmes anteriores e recomeçam altos diálogos... desta vez, bem mais duros que nos filmes anteriores, devido a maturidade, intimidade e desgaste da relação, pelo tempo de convivência.
Inicialmente não gostei, mas a partir da saída do casal da casa da família grega, o filme melhora muito...
Obrigada, Richard Linklater, por estragar tudo.
Err, que decepção...
Acredito que Linklater perdeu um pouco a mão aqui. Assistindo a trilogia de forma contínua, dá para perceber nitidamente que esse filme destoou muito da essência das obras anteriores.
Entendo o objetivo central do filme, demonstrando através do drama conjugal, como aquele relacionamento que vimos se desenvolver de uma forma um tanto quanto lúdica, agora sucumbe às animosidades geradas pela convivência como qualquer outro relacionamento. No entanto, a execução da trama ficou bem aquém do que fora entregue anteriormente, principalmente os diálogos. Enquanto que nos dois anteriores bastava apenas boas sequências de diálogos condizentes com a evolução dos personagens, neste aqui somos bombardeados por diálogos com referências sexuais a cada segundo e cenas desnecessariamente apelativas que não condizem com as reflexões propostas, soando apenas como uma tentativa desesperada de se encaixar nos padrões do público da época. A cena dos gregos na mesa é imensamente pretensiosa, mas acredito que seja fruto de sua época.
O filme só melhora mais para o final, quando passa a focar na relação dos dois e em suas desavenças e ressentimentos. A dinâmica da briga é muito realista e admito que me identifiquei com algumas reações impulsivas de Céline, embora as murmurações dela tenham me irritado profundamente (ela foi a pessoa que mais regrediu ao longo dos anos, virou uma narcisista extremamente insuportável).
retratação de um casal com anos de convivência, tem os seus momentos