Filmagem da montagem brechtiana de “Antígona”, por sua vez feita em cima da interpretação que Hölderlin deu ao mito posto em cena originalmente por Sófocles.
Ver essa adaptação é uma experiência interessante. Os diretores tentam (e conseguem bastante bem) fazer a filmagem como se fosse uma representação teatral grega. Isso pode tornar o filme parado, mas é bom lembrar que, originalmente, no teatro grego o movimento era menos importante que os diálogos.
''Erros de minha insensatez! Obstinação fatal! Vede... na mesma família, vítimas e assassinos! Ó sorte desgraçada! Meu pobre filho! Jovem, sucumbiste por uma morte tão triste... perdeste a vida não por tua culpa, mas pela minha!''
um filme arrebatador, por mais que seja denso, por se pautar 100% em diálogos, o filme é absurdamente lindo e bem dirigido, faz jus de carregar o fardo de ser uma obra do sofocles.
é lindo o título original do filme, como remonta ao seu passado. sófocles traduzido por hölderlin lido por brecht. e isto não está apenas como subtexto, como gênese pressuposta do projeto. é uma pré-condição que reitera a necessidade de se olhar para trás. não foi por isso mesmo que hölderlin se interessou em traduzir a tragédia do grego? e esta tradução que possibilitou sua popularização, seu toque a um dos dramaturgos mais importantes da alemanha do século XX. é mesmo linda a franqueza com que esse casal trabalha. vi hölderlin transformado em pedra, ouvi sófocles transformado em voz, vi brecht transformado em carne.
Ver essa adaptação é uma experiência interessante. Os diretores tentam (e conseguem bastante bem) fazer a filmagem como se fosse uma representação teatral grega.
Isso pode tornar o filme parado, mas é bom lembrar que, originalmente, no teatro grego o movimento era menos importante que os diálogos.
''Erros de minha insensatez! Obstinação fatal! Vede... na mesma família, vítimas e assassinos! Ó sorte desgraçada! Meu pobre filho! Jovem, sucumbiste por uma morte tão triste... perdeste a vida não por tua culpa, mas pela minha!''
Tão urgente e necessário nesse momento. Essa adaptação de Antigona nos traz o peso que é viver sob um governo tirânico com um líder despótico.
um filme arrebatador, por mais que seja denso, por se pautar 100% em diálogos, o filme é absurdamente lindo e bem dirigido, faz jus de carregar o fardo de ser uma obra do sofocles.
é lindo o título original do filme, como remonta ao seu passado. sófocles traduzido por hölderlin lido por brecht. e isto não está apenas como subtexto, como gênese pressuposta do projeto. é uma pré-condição que reitera a necessidade de se olhar para trás. não foi por isso mesmo que hölderlin se interessou em traduzir a tragédia do grego? e esta tradução que possibilitou sua popularização, seu toque a um dos dramaturgos mais importantes da alemanha do século XX. é mesmo linda a franqueza com que esse casal trabalha. vi hölderlin transformado em pedra, ouvi sófocles transformado em voz, vi brecht transformado em carne.