laude Chabrol nos fala aqui de Charles Masson (notável Michel Bouquet) que, após ter assassinado a sua amante, Laura , mulher do seu melhor amigo, François Tellier, vive dias de angústia e desespero.
O relacionamento sexual de Charles e Laura era sadomasoquista e ele acaba estrangulando a amante, quando a fantasia vai além do suportável.
O modo como a culpa vai se insinuando e o desenrolar de toda a trama são brilhantes. As voltas que a vida dá depois de uma morte naquelas condições são de nos fazer parar para pensar; a culpa, o perdão, a conivência, e sobretudo a reviravolta final, nos deixam estupefatos neste belíssimo filme de Chabrol.
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Uma relação sexual com hipoxifilia mal conduzida e a culpa daí decorrente. Uma grande obra do mestre Chabrol .
Quem esperava este prelúdio da obra-prima de Woody Allen - "Crimes e Pecados" (1989)? Claro que sempre foi um tema muito discutido desde a bíblia, desde a obra dostoievskiana, mas esta antecipação fílmica chabroliana me tirou o ar. Stéphane Audran fica nas sombras de Michel Bouquet que aparece nesta obra em toda subjetividade fílmica. Filme cheio de imagens interessantes e com uma fotografia ilustre. Achei de muito bom gosto as cenas filmadas na praia, elas remetem às cenas litorais de "Bela da Tarde" (1967), além da construção dos créditos (conhecido em francês como 'générique') que se dá de uma forma singular.
Excelente estudo sobre o sentimento de culpa feito pelo mestre Chabrol. Alguns diálogos são surpreendentes. Michel Bouquet numa performance inspirada.
Just avant la nuit tem todos os elementos que povoam o mundo chabroliano, com a diferença de que aqui corre um estranho sangue de barata na veia dos personagens.
Cansativo, porém bom.