Dirigido por
Duração
Um dos primeiros documentários etnográficos do Brasil. O Major Afonso Reis pegou uma câmera e, com o auxílio do exército, saiu filmando pelos interiores mais inexplorados do país. Há aqui um pouco do ufanismo nacionalista dos primeiros anos do governo Vargas. Vemos índios se exibindo para a câmera, curiosos, como estivessem em frente a uma máquina de outro mundo.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Documentário bastante bruto e arcaico em termos narrativos e estéticos, o que certamente não tira os méritos do registro antropológico e da flora de um Brasil ainda inexplorado. Claro que alguns pontos chamam atenção negativamente mas é um registro de época ao qual não convém julgamento.
Não conhecia os trabalhos deste realizador com patente militar associada ao seu nome, até que eu li uma entrevista do João Moreira Salles, que elogiava o seu pioneirismo, visto que as filmagens seriam pré-flahertianas. Há situações muito desconfortáveis, obviamente (a imposição de roupas masculinas às mulheres indígenas, por exemplo), mas as imagens de um Brasil inóspito (ainda hoje, aliás) fascinam. A estratégia ilustrativa do mapa é muito boa e a opção por inserir a câmera na proa das embarcações também foi muito acertada. Entretanto, à medida que o filme avança, o pendor militarista fica mais evidente, tanto quanto a ode à rapacidade, no que tange à extração desmedida dos recursos naturais daquelas regiões. seja como for, um ótimo documentário, de uma fase ainda exordial de nosso cinema! (WPC>)
Me dá uma dor no coração de ver essas paisagens naturais e imaginar como estão hoje e e como estarão amanhã.
Um dos primeiros “documentários” que desbravou o Brasil. As aspas se devem pelo fato de que, com a evolução da linguagem cinematográfica, o conceito de documentário é relativo. Pessoalmente, eu classificaria esse filme como um registro antropológico.
Ao redor do Brasil expõe, de um lado, tribos do Xingu e população de pequenos municípios do Norte e da fronteira do país. São um dos primeiros registros audiovisuais desses povos.
De outro lado, quem se expõe são os realizadores. É possível identificar o discurso típico de desbravadores, do tal “homem branco civilizado” em contato com o “selvagem”.
Como obra cinematográfica, Ao redor do Brasil é defasado, mais próximo do filme “Nanook, o Esquimó”, que é um dos clássicos da história por ser um dos embriões do cinema documentário. Já como registro antropológico, o filme dirigido por Thomas Reis é eterno, pode ser revisitado em qualquer década ou século, sobretudo por pesquisadores que buscam registros de um Brasil que já não existe mais.
Pra quem quiser baixar por torrent, segue o link http://laranjapsicodelicafilmes.blogspot.com.br/2014/08/ao-redor-do-brasil-1932.html