Assassinos racistas já atacaram quatro famílias ciganas. Qual será a próxima? Inspirado em fatos reais. Vencedor do Grande Prêmio de Júri na Berlinale 2012.
Apesar de ter um andamento meio lento, escuro, o filme conta os últimos momentos de uma família de ciganos em Budapeste, seu cotidiano, vivendo em uma miséria latente, no meio de uma comunidade que vive no meio de um bosque, as vezes se confunde aquelas imagens de degradação que vemos em desenhos da idade média, ou lugares extremamente esquecidos pelo poder público, sujo, com pessoas perdidas e maltrapilhas, a margem da sociedade.
Parte do filme quando o garoto escondido no armário ouve dois policiais falando sobre os crimes que vem acontecendo, meio que deixa em linhas miúdas algo, nesse ponto me ficou uma dúvida, a polícia está envolvida, um grupo de extermínio, ou eles fazem corpo mole por se tratar de ciganos, o sorriso de um dos policiais meio que me despertou essa dúvida.
E meio mórbido, como se tivéssemos dividindo esse momento, parte de seus derradeiros últimos fôlegos dentro desse cotidiano tão melancólico, lembra muito até a miséria de muitas famílias de nosso Bostil tropicaliente, que por mais que trabalhem muito, não saem desse contexto.
Uma obra que por mais que tenha defeitos técnicos , é interessante, mais ainda por se tratar de um crime real de racismo.
É bem agonizante todo o cenário em que a família da Birdy se encontra. A câmera móvel com planos bem tortos e fechados foi responsável por esse desconforto, e o diretor aproveitou bem o silêncio pra combinar perfeitamente e gerar esse desconforto.
O título do filme foi muito bem escolhido, porque durante todo o filme nós esperamos que eles vão ser mortos e os personagens têm medo também. E quando eles finalmente tentam relaxar, com a frase do título, não era apenas o vento, era a morte chegando. É irônico de certa forma.
Durante o tempo em que morei em Budapeste, percebia como os ciganos eram bem pobres, geralmente os mendigos eram ciganos. E os húngaros tinham certo preconceito com eles, de fato. Mas nada extremo dessa forma, é claro.
Esperava algo mais pela sinopse, o filme pouco mostra fora da rotina diária daquela família, concordo que existam bastante informações implícitas, mas não o suficiente para o filme cativar. Nota 5,0.
Apesar de ter um andamento meio lento, escuro, o filme conta os últimos momentos de uma família de ciganos em Budapeste, seu cotidiano, vivendo em uma miséria latente, no meio de uma comunidade que vive no meio de um bosque, as vezes se confunde aquelas imagens de degradação que vemos em desenhos da idade média, ou lugares extremamente esquecidos pelo poder público, sujo, com pessoas perdidas e maltrapilhas, a margem da sociedade.
Parte do filme quando o garoto escondido no armário ouve dois policiais falando sobre os crimes que vem acontecendo, meio que deixa em linhas miúdas algo, nesse ponto me ficou uma dúvida, a polícia está envolvida, um grupo de extermínio, ou eles fazem corpo mole por se tratar de ciganos, o sorriso de um dos policiais meio que me despertou essa dúvida.
E meio mórbido, como se tivéssemos dividindo esse momento, parte de seus derradeiros últimos fôlegos dentro desse cotidiano tão melancólico, lembra muito até a miséria de muitas famílias de nosso Bostil tropicaliente, que por mais que trabalhem muito, não saem desse contexto.
Uma obra que por mais que tenha defeitos técnicos , é interessante, mais ainda por se tratar de um crime real de racismo.
alguém me ajuda a encontrar por favor?
O filme tem uma atmosfera exasperante, por causa de um constante clima de medo que envolve os personagens. Um tocante libelo contra o racismo.
É bem agonizante todo o cenário em que a família da Birdy se encontra. A câmera móvel com planos bem tortos e fechados foi responsável por esse desconforto, e o diretor aproveitou bem o silêncio pra combinar perfeitamente e gerar esse desconforto.
O título do filme foi muito bem escolhido, porque durante todo o filme nós esperamos que eles vão ser mortos e os personagens têm medo também. E quando eles finalmente tentam relaxar, com a frase do título, não era apenas o vento, era a morte chegando. É irônico de certa forma.
Durante o tempo em que morei em Budapeste, percebia como os ciganos eram bem pobres, geralmente os mendigos eram ciganos. E os húngaros tinham certo preconceito com eles, de fato. Mas nada extremo dessa forma, é claro.
Esperava algo mais pela sinopse, o filme pouco mostra fora da rotina diária daquela família, concordo que existam bastante informações implícitas, mas não o suficiente para o filme cativar. Nota 5,0.