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Data de lançamento
13 Maio 1959Duração
”Araya” é uma velha mina natural de sal localizada no nordeste da Venezuela, a qual é explorada desde o descobrimento dos espanhóis. Margot Benacerraf captura a vida dos salineiros, pescadores e demais habitantes dos povoados da região, retratando seus métodos arcaicos de trabalho, antes do seu desaparecimento definitivo com a chegada da exploração industrial. A obra recebeu o Prêmio Internacional da Crítica, no Festival de Cannes de 1959 (compartilhada com Hiroshima, mon amour, de Alain Resnais).
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a sensação de sede é presente durante todo o longa, muito bem feito, bem produzido e deixa uma marca visceral!
Ao final das Guerras Púnicas, os romanos salgaram a terra dos cartaginenses derrotados para que nada jamais voltasse a nascer lá, o que prova que os romanos, com certeza, não previram o "triunfo" do povo de Araya, essa gente que cresceu e se fez nesta terra salgada, e vivendo em função desta.
Imagino que se vivessem hoje e testemunhassem essa realidade, os romanos se perguntariam, "como é possível haver vida em um lugar como este?". Talvez tenha sido esta mesma indignação e curiosidade que moveu Benacerraf na produção desta obra, e a resposta encontrada por ela, através de suas imagens belíssimas e de impacto atemporal, não poderia ser mais óbvia e aterradora: não importam os desafios impostos pela natureza diante de possibilidades de exploração encontradas pelo capitalismo predatório. Onde houver potencial econômico, haverá vida para server como mão-de-obra, não importando o quão desumanas e miseráveis forem as condições a que devem se submeter os homens. O que prova que pelo menos uma lição bíblica o capitalista aprendeu muito bem, o verdadeiro "sal da terra" não é a matéria-prima, não é o sal de Araya, mas sim, o seu povo.
poema da insalubridade prosaica, portanto elevado nos extratos de vida e trabalho que emergem do nível do mar.
Mudou completamente minha concepção sobre trabalho. Se aquelas pessoas tinham motivação para levantar todos os dias, quem somos nós pra reclamarmos de alguma coisa?
Desolador e formidável.