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Data de lançamento
15 Maio 2026Duração
Duas irmãs gêmeas, Racine (Kara Young) e Anaia (Mallori Johnson) embarcam numa jornada épica em busca de vingança para cumprir o último desejo de sua mãe acamada: caçar e matar o pai abusivo responsável por incendiar a casa e desfigurá-las na infância.
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- filme de vingança quase sempre é muito bom
- toda a dinâmica entre as irmãs é muito boa e o filme consegue entregar ótimos personagens
- vai perdendo a força do meio para o final e não gostei de uma escolha, mas entendo =/
[20/06/26]
Se alguém me dissesse que esse filme se passa no mesmo universo do excelente livro Torto Arado do Itamar Vieira Junior, eu acreditaria. Tem muito de Bibiana e Belonísia na relação entre Racine e Anaia.
A maioria dos filmes baseados em peças teatrais que eu assisti eu consegui imaginar como aquela história pareceria no palco.
Eu ainda estou me perguntando como algumas coisas nesse filme são na peça e não consigo respostas. E isso é impressionante, especialmente levando em conta que essa é a estreia cinematográfica de Aleshea Harris, que é também a escritora e diretora da peça.
Em "Is God Is" Aleshea costura vingança, road movie, fábula, southern gothic, religião, mitologia, ação, suspense e um monte de outras coisas com uma esperteza afiada, uma língua ferina. Parece que estamos vendo uma história muito familiar. Vimos vimos muitas outras histórias de vingança, ou ainda, nos anos recentes, histórias de mulheres se desvencilhando da violência e do legado de homens poderosos que saem impunes. E se você me perguntasse: "o que essa traz de diferente?", eu não saberia te responder, mas te diria que é diferente.
Existe texto aqui, mas o texto não funciona como uma narração do que já estamos vendo em tela. Ao mesmo tempo, não é um jeito comum de se ver uma história sendo contada no cinema. É uma história extremamente violenta e pesada, mas Aleshea escolhe não explorar a violência como um fator de choque. Não, ela não é tão barata aqui. Aqui ela é uma ideia, um conceito e há muito a ser dito sobre. Uma review que eu li conseguiu sumarizar bem: parece uma história em quadrinhos, daquelas graphic novels premiadas.
A câmera e as cores sabem bem o que querem. Assim como as atuações. Os atores veteranos nesse filme não me surpreende que arrebentem, mas eu amei conhecer Kara Young e Mallori Johnson. As duas são forças da natureza e espero vê-las muito mais daqui pra frente.
Se eu fosse resumir, acho que, talvez, o que torne essa aqui diferente, seja que Aleshea não parece tão ambiciosa. Ela parece não querer reinventar a roda na estrutura. Mas a camada mais superficial estética que cobre essa receita e a massa lá no fundo, em sua base, são ambiciosas e ousadas o suficiente para sustentar o recheio.
Quero também ver mais de Aleshea Harris. Quero ver mais histórias de mulheres negras no cinema. Cada uma de seu jeito e seu tema, eu não consigo deixar de ver Aleshea de mãos dadas, lado a lado com Zoe Kravitz e seu "Blink Twice", Melina Matsoukas e seu "Queen & Slim", Nikyatu Jusu e seu "Nanny", Nia DaCosta e seu "Candyman"... Precisamos de mais delas no cinema.
Filmasso, "quem sai aos seus, não degenera", já dizia o ditado. Final nada esperado, personagens humanizados e mocinhas vingativas. Quem achou o filme lento tá muito acostumado com reels de tiktok
a personagem Anaia cai na pilha do pai, eu acredito pq ela sempre quis ter afeto,a irmã por ser mais agressiva, sempre foi temida, ja ela vivia na sombra da rejeição. Tanto que o minimo de afeto que ela recebe do irmão bom, ela ja busca salvar ele, por exemplo.
Tragicomédia que fala de muito mais coisas do que somente a parte vingativa do título nacional. Quem não curtiu é porque deve ter assistido mexendo no celular.Tem lá seus absurdos, mas por mais produções fora do padrão que a maioria não pega tudo aquilo que o filme proporciona.
Tem carisma, mas perde um pouco do tempero conforme progride.
Seria interessante se fosse algo para TV, tipo uma (mini)série