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Na Ilha de Marajó, uma jovem viúva rica se envolve com escultor de origem humilde, dando-lhe o apoio necessário para que seu talento seja reconhecido. Abandonada pelo escultor, sua noiva procura a viúva e relata-lhe os fatos, fazendo com que esta deixe o caminho livre para o jovem casal.
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Precioso.
Na revisão, alguns problemas do filme, relacionados à "falta de fluidez narrativa", conforme reclamado por alguns críticos, fica evidente. Mas não enquanto empecilho à fruição e a magistralidade das intenções nacionais de seu realizador. Com existo sob o jugo do platonismo, emocionei-me bastante no desfecho e durante o desenvolvimento do 'imbroglio' envolvendo o protagonista masculino, Gilberto. Amo a presença de Carmen Santos, majestosa em cada aparição, e todos os componentes técnicos de primeiríssimo calibre, reunidos pelo diretor. Gosto bastante da dinâmica cômica envolvendo os coadjuvantes, em seu elitismo internacionalizado. A trilha musical é deslumbrante. Vi com minha mãe e já quero rever. É uma obra que mexe pessoal e intimamente comigo. Belíssimo! (WPC>)
O 2º filme da minha avó Lídia Mattos (que fez a Marina) com 16 anos de idade!
Grande obra de Humberto Mauro, muita vanguarda em uma produção digna e completa em muitos sentidos cinematográficos.
Espero que o filme ganhe uma cópia em alta definição em breve, merece muito.
Viva o cinema brasileiro!!
Uma das Obras-Primas de Humberto Mauro, Carmen Santos era uma Atriz Maravilhosa. Foi a Primeira Mulher Cineasta no Brasil. Destaque no elenco também para Celso Guimarães e Lídia Matos.
que filme mais bonito! acho lindo o cacho de bananas na primeira cena. acho incrivel a mulher indo dormir toda maquiada. o drama. a leitora. que personagem interessante esta luciana, mas melhor ainda que não seja apenas ela a personagem principal. gilberto e marina são fundamentais para todo o debate de classes que o filme propõe.
o acidente com gilberto e todas suas consequências são uma parte muito bem construída da narrativa. toda a cena em que ele cai, que o vemos de cima como este michelangelo a pintar a sistina, o que já implica uma retirada de cena, mas que ainda o mantém parte dela. o artista que aparece para causar um acidente. o trabalho artístico pressupõe o perigo. e é ao interromper o romance entre luciana e o outro homem, que notamos sua presença. a iluminação radical de sombras na cena em que luciana conversa com o médico. a cruz como parte da estrutura da cama. o jeito que a câmera começa deitada e se levanta na cena em que gilberto já está se recuperando. e, por fim, a cena em que volta para casa, que tem tanto uma função narrativa (ele corre, logo, já está fisicamente recuperado) quanto uma função subjetiva (o homem correr para longe de sua cuidadora e em direção a sua família, de volta ao campo, ao mundo conhecido)
todo o debate sobre o fazer artístico é de fazer sorrir os olhos. eles trazem roquette pinto! a música de villa-lobos! o dia de são joão em que marina sofre pela ausência, sente a solidão, mas diante da noite, uma festa ao redor da fogueira. dançar o fogo. o fogo que faz movimentar. "não deixa apagar seu balão", cantam para o santo. e marina sorri :)
engraçadíssima a forma que ele coloca a aristocracia como esse grupo amante da grécia, dos helênicos, olavo bilac, casimiro de abreu. engraçadíssimo o crítico que é contra qualquer ideia de brasil, mas que não sabe quem foi pitágoras, chamar-se barróca, um estranhamento e um reconhecimento. não à toa a argila, o barro, a escultura, a manufatura. ao homem pobre, a crueza da inspiração, da força do gênio, uma naturalidade nos movimentos; que é insistentemente minado pelo sistema mecanicizante dos procedimentos. também falamos sobre reprodutibilidade e originalidade. o homem diante da máquina, diante do castelo. o rio de janeiro lembra o de machado, mesmo sendo praticamente de 100 anos depois. machado nasceu em 1839, argila em 1940. os negros marginilizados, mas os que mais estão presentes na festa com dança, com música. comemoram a vida. o índio como exercício artístico para a classe rica, aos olhos do estrangeiro, do exotismo. mas a performance da índia está no filme.
acho lindos o título e/com o fim!