Em um vale isolado nos Pirineus Aragoneses, a lenda de Armugan faz parte do imaginário local. Ela conta que Armugan se dedica a uma profissão terrível e misteriosa que ninguém se atreve a nomear. Dizem ainda que Armugan se move pelos vales agarrado ao corpo de Anchel, seu fiel servo, e, juntos, compartilham o segredo de um trabalho tão antigo quanto a vida, tão terrível quanto a própria morte.
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Interessante e reflexivo. Vi dia 10/01/22.
Assisti em 07/11/2021 na 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (online).
"Nesta terra ninguém morre sozinho. Aqui há a tradição de acompanhar aquele em sua última jornada. Não é tarefa fácil. Aprender o trabalho secreto da morte. Armugan, a última doula da vida".
"A morte cura a vida"
"Há 2 coisas que não podem ser comtempladas sem piscar. O sol e a morte".
O ritmo do filme é sobremaneira lento e mui silencioso. Estava crendo que tratava-se de uma película documental, quase sem trama, dedicada à observação repetitiva das atividades do protagonista, apelidado de "doula do fim da vida". Tecnicamente chamativo (no que diz respeito à beleza da fotografia em preto e branco e à bonita trilha musical), o diretor infelizmente trai a cadência rítmica até então erigida no terço final, quando a montagem se torna confusa ao misturar alguns 'flashbacks' recentes com a frases recém-pronunciadas por um dos personagens. O dilema moral que instala-se próximo ao desfecho é fraco. Sendo assim, achei tudo muito cansativo: bonito, porém extenuante (numa perspectiva não necessariamente elogiosa). WPC>