Um labirinto de relações que se interligam num plano inconsciente torna-se num território livre onde cabem todas as aceções da masculinidade e femilidade.
Nunca vi uma cena de beijo com tanta troca de intimidade quanto a que inicia esse filme. Mas logo a intimidade a dois é substituída pela sua antítese, a masturbação. E não somente substituída: é mesmo absorvida pela lógica da última. O amor, que iniciou como autêntico, ao final serve só como espetáculo para a fantasia individual.
Vou pedir desculpas a quem espera uma avaliação objetiva neste perfil, mas não atrever-me-ei: este filme é sobre mim, sobre o que sinto agora, e, como tal, é sob este viés que o elogiarei e favoritarei. Magnificamente fotograficamente e interpretado em sua pornografia semi-explícita, o enredo deste filme mancomuna diversos ciclos de metalinguagem masturbacional (e/ou masturbação metalingüística) a fim de atingir um píncaro amoroso que equipara-se à transcendência supra da inalcançabilidade sentimental, justamente por ser tão palpável em execução: no filme, o amor manifesta-se através do sexo (mas não só - a Arte sobressai-se). Apesar da curta duração,, senti-me multiplamente penetrado pelas inúmeras camadas de interpretação existencial e referencial, de modo que o reverei outras veze num curto e anunciado período de tempo. Pois este filme é sobre mim e, como tal, se eu vivo e interajo, preciso (re)exibi-lo, (re)experimentá-lo... Aquele monstro sou eu! E agradecerei perpetuamente ao colaborador do diretor, o inspirado Bertrand Mandico, por esta magistral composição cênica onírica. Filme que equipara-se ao sublime, que converte a ejaculação em testamento de vanguarda poética, ressignificado diuturnamente na ciclotimia das repetições compartilhadas de afeto abraçado. Soberbo! Ainda sou desconfiado quanto à estilização costumeira de Yann Gonzalez, mas, nesta preciosidade em formato de curta-metragem, entrego-lhe tudo o que tenho, e o que acabei de experimentar, deveras semelhante ao que aparece na tela. Magnífico: é sobre mim! <3 (WPC>)
Nunca vi uma cena de beijo com tanta troca de intimidade quanto a que inicia esse filme. Mas logo a intimidade a dois é substituída pela sua antítese, a masturbação. E não somente substituída: é mesmo absorvida pela lógica da última. O amor, que iniciou como autêntico, ao final serve só como espetáculo para a fantasia individual.
Vou pedir desculpas a quem espera uma avaliação objetiva neste perfil, mas não atrever-me-ei: este filme é sobre mim, sobre o que sinto agora, e, como tal, é sob este viés que o elogiarei e favoritarei. Magnificamente fotograficamente e interpretado em sua pornografia semi-explícita, o enredo deste filme mancomuna diversos ciclos de metalinguagem masturbacional (e/ou masturbação metalingüística) a fim de atingir um píncaro amoroso que equipara-se à transcendência supra da inalcançabilidade sentimental, justamente por ser tão palpável em execução: no filme, o amor manifesta-se através do sexo (mas não só - a Arte sobressai-se). Apesar da curta duração,, senti-me multiplamente penetrado pelas inúmeras camadas de interpretação existencial e referencial, de modo que o reverei outras veze num curto e anunciado período de tempo. Pois este filme é sobre mim e, como tal, se eu vivo e interajo, preciso (re)exibi-lo, (re)experimentá-lo... Aquele monstro sou eu! E agradecerei perpetuamente ao colaborador do diretor, o inspirado Bertrand Mandico, por esta magistral composição cênica onírica. Filme que equipara-se ao sublime, que converte a ejaculação em testamento de vanguarda poética, ressignificado diuturnamente na ciclotimia das repetições compartilhadas de afeto abraçado. Soberbo! Ainda sou desconfiado quanto à estilização costumeira de Yann Gonzalez, mas, nesta preciosidade em formato de curta-metragem, entrego-lhe tudo o que tenho, e o que acabei de experimentar, deveras semelhante ao que aparece na tela. Magnífico: é sobre mim! <3 (WPC>)
Fico impressionado com a capacidade que o Yann Gonzalez tem de evidenciar o erotismo, o sexo, por um ótica romântica transcendental.