Maria, Pinuccia, Lia, Katia e Antonella são cinco irmãs muito próximas que moram em um apartamento no sul da Itália. Mas um trágico acidente muda a vida delas para sempre.
A transposição do teatro para o cinema na maioria das vezes em certos aspectos chegam a causar incomodo é o que acontece em Le Sorelle Macaluso principalmente em alguns closes que são até incômodos entre outras coisas.
É preciso cuidado e experiência para transpor ou adaptar uma obra do teatro para o cinema, e vice-versa. Apesar de existirem algumas compatibilidades entre ambos, suas linguagens são totalmente diferentes. O teatro se assemelha à vida: tem a presença humana, a voz humana em tempo real. Há performances tão viscerais, que despertam no público emoções imediatas e de igual intensidade. Já o cinema, apesar de dispor de vários outros recursos, pode perder um pouco desse poder sensorial, dependendo da maneira como um enredo é conduzido.
Todo esse preâmbulo para dizer que a maravilhosa peça escrita e dirigida no teatro por Emma Dante, não funcionou da mesma forma ao ser transposta para a tela. O filme "Le Sorelle Macaluso" (As Irmãs Macaluso) foi igualmente dirigido por Emma, mas ela optou por contar a história em outra linha temporal e, apesar de eliminar duas personagens (na peça são 7 irmãs), ela inseriu detalhes demais no filme para explicar a trama, quando talvez devesse - assim como na peça - apenas ter se aprofundado na memória das protagonistas, seus vínculos e adversidades.
A narrativa começa com a juventude, segue até a maturidade e termina com a velhice das irmãs. O trabalho de edição e continuidade ficou meio confuso e, às vezes, é necessária uma atenção a mais do espectador para compreender de imediato os saltos na linha temporal. A trilha sonora, apesar das belas canções, não emociona. Também não me agradaram as técnicas usadas para envelhecimento das atrizes.
Nos cinema, despertar a imaginação do público pode ser mais eficaz do que o uso excessivo de imagens. Prova disso é que as cenas da casa vazia, com as marcas do tempo impressas nas paredes foram as que mais me comoveram.
Uma grande decepção. Uma estória tão bela, tão potente... com uma péssima condução. A mão do realizador, seu modo de construir uma narrativa, suas escolhas sobre o que contar e como contar, sua maneira de transformar ideias em imagens, enfim, tudo isso faz uma enorme diferença e são realmente essenciais para um filme. Acredito que problema pode estar na transposição do teatro para o cinema. De qualquer forma aguçou minha curiosidade sobre a peça. Enfim, ao meu ver, como cinema não funcionou. Nunca lamentei tanto. Um tesouro mal aproveitado. Que pena!
A beleza irônica da vida, apesar das dores, apesar do inevitável encontro marcado que todos nós presenciaremos de alguma forma com a morte. Uma casa que gesta, que abriga tantas memórias...
Nossa que história triste... ainda num dia bem nublado...aff , vi dia 16/09/21.
A transposição do teatro para o cinema na maioria das vezes em certos aspectos chegam
a causar incomodo é o que acontece em Le Sorelle Macaluso principalmente em alguns closes que são até incômodos entre outras coisas.
É preciso cuidado e experiência para transpor ou adaptar uma obra do teatro para o cinema, e vice-versa. Apesar de existirem algumas compatibilidades entre ambos, suas linguagens são totalmente diferentes. O teatro se assemelha à vida: tem a presença humana, a voz humana em tempo real. Há performances tão viscerais, que despertam no público emoções imediatas e de igual intensidade. Já o cinema, apesar de dispor de vários outros recursos, pode perder um pouco desse poder sensorial, dependendo da maneira como um enredo é conduzido.
Todo esse preâmbulo para dizer que a maravilhosa peça escrita e dirigida no teatro por Emma Dante, não funcionou da mesma forma ao ser transposta para a tela. O filme "Le Sorelle Macaluso" (As Irmãs Macaluso) foi igualmente dirigido por Emma, mas ela optou por contar a história em outra linha temporal e, apesar de eliminar duas personagens (na peça são 7 irmãs), ela inseriu detalhes demais no filme para explicar a trama, quando talvez devesse - assim como na peça - apenas ter se aprofundado na memória das protagonistas, seus vínculos e adversidades.
A narrativa começa com a juventude, segue até a maturidade e termina com a velhice das irmãs. O trabalho de edição e continuidade ficou meio confuso e, às vezes, é necessária uma atenção a mais do espectador para compreender de imediato os saltos na linha temporal. A trilha sonora, apesar das belas canções, não emociona. Também não me agradaram as técnicas usadas para envelhecimento das atrizes.
Nos cinema, despertar a imaginação do público pode ser mais eficaz do que o uso excessivo de imagens. Prova disso é que as cenas da casa vazia, com as marcas do tempo impressas nas paredes foram as que mais me comoveram.
Uma grande decepção. Uma estória tão bela, tão potente... com uma péssima condução.
A mão do realizador, seu modo de construir uma narrativa, suas escolhas sobre o que contar e como contar, sua maneira de transformar ideias em imagens, enfim, tudo isso faz uma enorme diferença e são realmente essenciais para um filme.
Acredito que problema pode estar na transposição do teatro para o cinema. De qualquer forma aguçou minha curiosidade sobre a peça. Enfim, ao meu ver, como cinema não funcionou.
Nunca lamentei tanto. Um tesouro mal aproveitado.
Que pena!
A beleza irônica da vida, apesar das dores, apesar do inevitável encontro marcado que todos nós presenciaremos de alguma forma com a morte.
Uma casa que gesta, que abriga tantas memórias...