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Data de lançamento
20 Maio 2015Duração
Uma história em três partes que se inicia no fim da década de 1990 e acompanha Tao, bela jovem da província de Shanxi que se vê dividida entre dois pretendentes, seus amigos de infância Zhang e Liangzi. Um é herdeiro de um posto de gasolina, enquanto o outro trabalha em uma mina de carvão. E as consequências da decisão da mulher reverberam em 2014 e 2025.
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O mundo dá voltas e a ganância
os levou ao abismo. Drama profundo, ainda refletindo sobre essa passagem do tempo carregada de sentimentos.
"A pior coisa do amor é o bem-querer. Acho que temos que sofrer para saber que estamos amando (...) O tempo não muda tudo".
Um imigrante sempre será imigrante, honre suas raízes, seus antepassados, sua história. E mantenha-se humilde não importa quantos dígitos possui a sua conta bancária. A arrogância é asquerosa, acaba com qualquer tipo de relacionamento verdadeiro. Isso fica nítido,
pois o pai não se entende com o filho, ao contrário da mãe que construiu um vínculo forte, mesmo sem ver o filho por muitos anos e ainda separados, ela escuta a voz dele a chamando (aliás, que cena linda).
E esse Complexo de Édipo mal resolvido aí...
Eu sabia que ele se apaixonaria pela professora, a aparência dela era idêntica à da mãe dele além da idade ser próxima. Ela deu atenção, o acolheu, e ele tentando preencher a falta da mãe, acabou em um romance pra lá de confuso.
Adorei a trilha sonora, fotografia e roteiro. Mas, não curti esse final aberto
sem saber se o filho reencontrou a mãe, estava torcendo pela cena emocionante, com um desfecho feliz.
>>> Quem assistiu ao filme e tiver interesse... Fiz uma análise sobre "As Montanhas se Separam", está disponível no meu blog Melkberg, confere lá ;)
Expandir o contato com o cinema chinês é uma meta que persigo e sinto que não vou me decepcionar. É o meu primeiro contato com o diretor e, pelo que vejo, tem um jeitão muito próprio de fazer cinema. Gosto das sutilezas que, dentre outros, os diretores orientais costumam aplicar em suas obras. Aqui percebo o tempo como tal. A roda da vida em protagonismo. Muita coisa o filme propositalmente não conta e não enxergo como as chamadas "pontas soltas" mas como lugar reservado para as inferências que nós, expectadores, podemos fazer.
"Da força da grana que ergue e destrói coisas belas"
Assistido em 30/10/2024 na "Noite de Cinema Chinês by Chinese Bridge Club" de grátis em SP.
Após a exibição, o público conversou com a curadora do projeto, Cecília Mello, professora do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da USP. Ela analisou os elementos culturais do filme, seu significado e também respondeu perguntas.
Em 2015 o filme foi selecionado para a competição oficial do Festival de Cannes.
Definitivamente eu não sou fã do Jia ZhangKe. Achei um filme bem melancólico e chato. O segundo ato, pra mim, foi o melhor. Ainda assim, o que me chamou a atenção é a música Go West que inicia e encerra o filme. Foi uma jogada interessante, embora eu discorde da perspectiva. No início, Go West é ambientada em uma discoteca, fazendo jus a cultura ocidental. Ao final da narrativa, Go West é ambientada diante das paisagens tradicionais da China. Foi uma jogada narrativamente interessante, mas ideologicamente orientalista.