Num vilarejo russo distante de tudo, a única maneira de alcançar o continente é atravessando um lago de barco. O lugar é uma espécie de comunidade fechada, onde apesar das tecnologias modernas as pessoas da aldeia vivem do mesmo modo que fariam no período neolítico. Não há governo ou qualquer tipo de serviço social ou emprego. Um carteiro se torna a única ligação com o mundo exterior. Ele se apaixona por uma mulher do vilarejo; ela escapa de lá e se muda para a cidade.
Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Veneza.
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O diretor trabalhou com os próprios habitantes do vilarejo e isso fica evidente no amadorismo das atuações. O cenário e a fotografia são perfeitas.
Que filme bonito!
A gente nota toda essa questão do vilarejo como que parado no tempo a cada segundo do filme, mas o momento mais impactante é quando ele está na base militar de lançamento de foguetes e a gente percebe a dicotomia entre aqueles dois pedaços de Rússia que parecem separados por infinitas décadas.
Um filme simples e impecável.
A ideia de Andrey Konchalovskiy é original: de utilizar como atores,os habitantes de um lugarejo. O diretor russo, com esta abordagem sobre a vida quotidiana numa Russia abandonada e envelhecida, criou um objecto cinematográfico difícil de definir, não é documentário, mas não é,igualmente, uma ficção no sentido convencional. É uma obra que merece visionamento atento e aplauso pela vontade de inovar. Nota:3,5(0-5)
Parece documentário mas é ficção mesmo - interpretada pelos habitantes do vilarejo da sinopse, que atuam com seus próprios nomes. Ainda que haja algumas cenas em que as pessoas se mostram solidárias e até festeiras, é um filme um tanto lúgubre pois o personagem principal assim como alguns outros, secundários, vivem praticamente sós, sem muitos recursos, numa tristeza de dar dó e consomem muita bebida e cigarros. Fora uma ou outra criança, não há jovens na comunidade, que parece fadada ao desaparecimento. Fico imaginando que tudo fique mais triste ainda quando chegar o inverno e aí nem o carteiro poderá fazer suas entregas pois as vias aquáticas certamente ficarão todas congeladas.
Um trabalho elogiável, um filme que recorta a situação real do pessoal do vilarejo e também do carteiro, mostrando e aproximando o expectador da região, de um povo que não está muito ligado em avanços tecnológicos, que aos poucos vão sucumbindo ao tempo. Atuações que vão além do mero "não comprometeu", eles não sentem pressão alguma por estar diante das câmeras, acredito que pouco mudaram pra desempenhar esse papel, por isso o alto grau de naturalidade presente no filme todo e arte visual deliciosa de acompanhar.