Dirigido por
Duração
O longa-metragem "As Safadas" inicia com o episódio de Reichenbach. Na seqüência, vem o episódio "Aula de Sanfona", que marca a estréia na direção do montador, roteirista e crítico Inácio Araújo. A trilogia se completa com "Belinha, A Virgem", de Antônio Meliande.
Episódio: "A Rainha do Fliperama"
O fracassado bancário Tenório, 30 anos, descasado e com dois filhos tenta reviver o passado no reencontro com sua primeira namorada, a bela e alegre Reginéia, hoje amada por Gila, despachante que se aproveita do talento dela para ganhar dinheiro em máquinas de fliperama. A reaproximação abala o relacionamento de Giba e Reginéia, que após uma fracassada tentativa de retorno à casa materna, praticamente joga o amante nos braços de sua própria auxiliar no fliperama, Rosinha.
Episódio: "Uma aula de sanfona"
Duas irmãs compartilham experiências amorosas com um vizinho, professor de acordeão.
Episódio: "Belinha a virgem"
Belinha vai casar-se com Binho, filho de família rica, e resolve seguir os conselhos de sua amiga Suely para arranjar dinheiro para o enxoval, prestando serviços sexuais a velhos endinheirados, sem perder a virgindade.
- 7/10
- filme divido em 3 contos, todos muito bons mas que realmente não renderiam um longa completo
- 1º da pra ganhar a vida jogando fliper?
- 2º o mais interessante, final bem chocante
- 3º a frase final da protagonista é ótima
Revi este filme em grupo, muitíssimo bem acompanhado, depois de rever dois curtas maravilhosos do diretor e pronto para me reapaixonar por um conjunto de episódios irregular (em razão do tom pornochanchadesco do terceiro). Como tal, amei esta nova experiência de contato:
- O episódio do Reichenbach é delicado em cada referência carinhosa emulada e em seu carinho reiterado por aquilo que firma-se na memória. Um filme terno e repleto de piadas e detalhes genais (vide a voz robótica que percebemos no fliperama);
- O episódio do Inácio é um trabalho de pura maestria, homenagem hitchcockiana de primeiríssimo quilate, com um desfecho crudelíssimo em sua inversão de nossas expectativas empáticas. Afinal, neste ambiente de mulheres oprimidas pelo sexo, não há homem moralmente ileso: são todos canalhas!
- Por fim, o declínio estilístico do Meliande, que, se irrita por seus elementos genéricos e exageradamente piadistas (vide o uso chistoso da música, que a despersonaliza, ao contrário dos episódios anteriores), destaca-se mui positivamente pela construção de empoderamento invertido na personagem da Vanessa Alves, que, infelizmente, em sentido diegético, fará o contrário do que apregoa a sua personagem: ou seja, legitimará a cadeia de opressão "honorífica" que tanto a explora. Uma pena!
Seja como for, na revisão, em conjunto, o filme demonstra-se como ótimo e mui relevante - em termos didáticos - sobre as convulsões discursivas do cinema genial da Bica do Lixo! <3 (WPC>)
Filme que beira o vulgar, ainda que não seja; divido em 3 episódios independente e de qualidades duvidáveis, tendo o segundo como o melhorzinho de todos. Nota 4,5. 2*
Zilda Mayo já foi muito requisitada neste tipo d produção.Vanessa Alves idem.Gostei.
"O cabaço é do marido" KKKKKKKK