Dirigido por
Data de lançamento
22 Jan. 1990Duração
Ricky sai de um reformatório psiquiátrico e vai para um set de filmagens, onde Marina Osorio, uma ex-viciada em heroína e ex-atriz pornô que ele já conhecia de um bordel, está filmando um filme de terror "B" que está sendo dirigido por Maximo Espejo, um diretor conhecido que está tentando se recuperar após ter tido um forte derrame, que o deixou preso a uma cadeira de rodas. Após o término das filmagens, Ricky invade o apartamento de Marina e lhe diz que quer ser seu marido e o pais dos seus filhos. Ele resolve deixá-la amarrada na cama até Marina aprender a amá-lo, mas diversas situações imprevistas dão um novo rumo aos acontecimentos.
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06.08.2009
Assistido em 19/8/26
Fui assistir Ata-me mais por curiosidade pq é um "novo" clássico querendo ou não (a ficha caindo em 3,2,1...). Pra mim soou como um verdadeiro filme de horror (para mulheres óbvio) e pra piorar não tinha provavelmente na época aquele gestual de pedido de socorro e tals, até a abordagem suaviza tudo (vamos lembrar, virada dos anos 80 pro 90 rs). Alguns enquadramentos na atriz principal que estão ali não se fazem mais (ainda bem rs) e sempre é bom comentar que o filme tem Banderas no auge de sua aparência (agora eu entendo minha mãe kkkkk) me fez questionar de onde acharam ele em primeiro lugar (não pq ele é um ator ruim, pelo contrário). Em resumo é um filme pra se apreciar levando (e muito) em conta a época em que foi feito.
Eu não estava esperando nada diferente do que aconteceu nesse filme. Dos filmes do Almodóvar, penso que esse é o mais óbvio dos que já assisti.
Confesso que não consigo problematizar quase nada quando vejo um filme. Ele é o que é e está tudo bem. Assim, caímos aqui em uma trama nonsense, picante e sarcástica bem jeito Almodóvar de ser. E essa paleta de cores e os enquadramentos, sensacionais. O final corresponde totalmente ao espírito do filme, por quê esperar algo diferente?
Esse é outro filme do Almodóvar que eu adoro. Para mim é um dos melhores, e mais uma vez ele aborda um assunto polêmico (síndrome de Estocolmo) sem pintar seus personagens de esteriótipos ou classificá-los de alguma coisa, pois a intenção, assim como em Fale com ela, é deixar o julgamento moral para o telespectador.
Muitos não gostam do final, mas finais pessimistas que retratam a realidade (e não se engane pelo tom alegre do desfecho) raramente agradam um grande público. O tom alegre durante o filme, é porque Almodóvar sempre flertou com o humor negro, e seu estilo em trabalhar com essa vertente do humor me agrada bastante.
Os atores estão maravilhosos, e ainda Victoria Abril não seja nenhuma Carmen Maura, ela combina extremamente bem com o papel. E como cereja do bolo, temos a linda trilha sonora composta por Ennio Morricone. Não é tão marcante como o que ele fez em Cinema Paradiso ou Era uma vez no oeste, mas cumpre seu papel de forma bela.
Uma ótima sessão para vocês.