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Data de lançamento
24 Maio 2024Duração
Na trama de Atlas, uma inteligência artificial decide que a única forma de acabar com as guerras no mundo é extinguir a humanidade. Para conseguir vencer essa batalha, a personagem de Lopez terá que se aliar a uma segunda inteligência artificial, esta com boas intenções.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Na primeira assistida, no calor das explosões, eu até curti. Mas reassistir a "Atlas" na Netflix é pra passar raiva do início ao fim. O filme é o puro sumo do fundo de tela, feito por algoritmo, sobre inteligência artificial, apenas para deixar rodando na TV enquanto mexe no celular.
A trama é um reaproveitamento de tudo o que a ficção científica já fez, só que sem charme algum. Num futuro onde uma I.A. doida chamada Harlan (Simu Liu fazendo pose de T-1000) surtou e tentou acabar com o mundo, foge pra um planeta distante. Anos depois, a analista Atlas Shepherd (Jennifer Lopez) — que literalmente criou o vilão na infância — vai junto com uma tropa de elite para zerar o CPF do robô no morro de Andrômeda. A missão dá errado em 5 minutos, todo mundo morre e sobra só a J.Lo sozinha no planeta com um robô gigante.
O filme é um telão azul e verde eterno que dói na retina. Parece que você está assistindo a uma cutscene interativa do PlayStation 3. Tudo é plastificado, a poeira do planeta parece filtro de computador e os cenários são genéricos de sériede streaming. Um fiasco que não entrega textura real alguma.
É preciso honrar a Jennifer Lopez! A gata se entrega na personagem. Ela chora, grita, surta dentro da cabine e tenta dar alma pro texto. O problema é que nem a dedicação dela — e nem o coque desajeitado de quem foi fazer faxina — salvam o fato de que ela passa metade do filme conversando sozinha com uma voz de GPS simpática chamada Smith.
Se tem algo que distrai a cabeça na madruga, é a correria do terço final. O capanga do vilão, com o batizado bizarro de "Casca", entrega um pega-pega genérico, mas divertido. Tem tiro para todo lado, corre corre, falta de oxigênio, nave explodindo, robô de CGI se espancando no meio do nada, e a amizade de uma humana com um software.
"Atlas" é a prova de a Netflix não tem dó do cérebro da gente. O filme promete uma ficção científica profunda sobre os perigos da Inteligência Artificial, mas entrega apenas uma aventura genérica de robô de plástico com cara de comercial de brinquedo. Sou apaixonado pela J.Lo, mas rever esse filme é um ato de coragem.
O filme tem uma proposta interessante, gera umas reflexões, mas é mais ação do que tudo. E para o que se propõe, é bem divertido, até.
JLo não é uma Meryl Streep, mas tbm não é uma Sandy, né? E ainda é carismática, então tá valendo SUPER
Ah gente, eu gostei pra passar o tempo, bem vibe sessão da tarde. Claro que tem furos, mas não é de todo ruim não!
Filme bom , me surpreendeu , prende do inicio ao fim , sem enrolação .
Um draminha de ficção científica com ação