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Molly (Mary Pickford) é a mais velha dos órfãos que moram em uma fazenda. O dono do local, o malvado e manco Sr. Grimes (Gustave Von Seyffertitz), além de explorar a mão-de-obra infantil, vez ou outra ameaça jogar uma criança para que afunde no pântano. O que vai mudar tudo é o arriscado negócio que ele fez: combinar o sequestro de uma criança, a filha do rico Dennis Wayne (Roy Stewart), que fica sob os cuidados de Molly, que, assim como outras personagens de Mary, é sofredora, porém decidida e corajosa. Ela não hesita em enfrentar Ambrose (‘Spec’ O’Donnell), o mimado e glutão filho dos “patrões”.
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Belo filme!
Produção altamente melancólica que emociona com facilidade.A forma que a história é contada é comovente e fora isso temos uma fotografia exuberante,uma das mais belas da década.
>Assistido em 10 de Agosto de 2023
Uma baita produção, uma fotografia exuberante neste comovente melodrama como ares de aventura dos anos 20. Talvez seja um pouco ingênuo em sua trama mas é inegável seu poder narrativo. Grande atuação de Mary Pickford.
Uma baita produção, uma fotografia exuberante neste comovente melodrama como ares de aventura dos anos 20. Talvez seja um pouco ingênuo em sua trama mas é inegável seu poder narrativo.
Pioneira no desenvolvimento da indústria do cinema de Hollywood, Mary Pickford é uma figura icônica. Sua popularidade foi tão grande que ela se tornou a primeira mulher a ter controle total sobre as produções de seus filmes. Atriz, empresária e co-fundadora da United Artists juntamente com Douglas Fairbanks e Charles Chaplin a 'menina dos cachos dourados' como era inicialmente conhecida na Biograph (nos primórdios os nomes dos atores não eram creditados pelos estudios), firmou-se como uma das personalidades mais populares de seu tempo. Sua percepção no que se referia ao mercado das imagens em movimentos fez com que ela definisse algumas regras que se uniriam a um conjunto de preceitos formadoras da base do chamado 'Star System' adotado pelos estúdios no final dos anos 20. Na visão de Mary Pickford para que um estúdio pudesse manter bons atores a disposição de sua demanda ele deve "pagá-los bem e amarrá-los com contratos". Em Aves Sem Ninhos, produção de seu estúdio, sua única presença já era garantia de boa bilheteria. Este filme silencioso conjuga diversos gêneros populares como o melodrama, a aventura, o suspense e a comédia, apelando para a visualidade mais objetiva e acessível a grande massa. Todavia essa comunicação evidente e mais didática encontra-se desenvolvida por estratégias criativas que tornaram o cinema pré-som sincronizado uma arte tão singular, delicada e artesanal. A Fotografia utilizando sobreposição de imagens, câmera panorâmica, maquetes e efeitos visuais (mesmo que mais rústicos), foram alguns desses elementos que enriqueciam a trama e refletiam muito do imaginário popular. A direção de arte também se mostra fabulosa com a reconstrução, em estúdio, de uma fazenda em meio a um pântano de crocodilos. As atuações estão eivadas com um grau de inocência atípicos para o olhar do espectador contemporâneo. Aves Sem Ninho foi produzido na década de vinte. Um período em que a interpretação por pantomima atingia o seu pico em termos profissionais e de adequação a estrutura cinematográfica. Superprodução para ser vista e revista.