Ayka, uma jovem grávida do Quirguistão, vive e trabalha ilegalmente em Moscou. Depois de dar à luz seu filho, ela o deixa no hospital. Algum tempo depois, no entanto, seu desejo maternal a leva a tentativas desesperadas de reencontrar a criança que abandonou.
O final em aberto, no caso deste filme, me incomodou bastante e é a principal ressalva que eu faço a ele.
É eletrizante, a filmagem, quase claustrofóbica, me deixou mal logo de início... É um filme que incomoda demais e, mesmo sem gore, mostra o quanto a realidade é pesada.
A atuação da cazaque Samal é sensacional, não é à toa que foi tão premiada.
Quantas "Ayka" não existem por aí? Na América, Europa, Ásia... Triste fim da nossa humanidade.
Filme interessante,muito triste,achei que teria um final “melhor” ficou algumas pontas soltas.
Uma obra-prima! Um verdadeiro retrato da Sociedade do Cansaço que explora e faz com que os próprios indivíduos se explorem na tentativa de uma sobrevivência, e mais do que isso, na tentativa de uma vida melhor. Ritmo intenso e que deixa a gente agoniar com a protagonista. Perfeito.
Pesado. Mas é um pesado meio disperso e isso me incomodou bastante.
Se a intenção dos idealizadores era usar o filme como uma ferramenta de reflexão e incômodo, funcionou muito bem. Mas como história é isso? Parece algo despedaçado e incompleto.
Onde foi parar o dinheiro emprestado pela máfia? Ela não tinha nada. O dinheiro evaporou? Um pouco folgada a jovem, sempre achando que todo mundo tinha que lhe dar algum dinheiro. A médica atendeu de graça. O hospital cuidou e guardou a criança. A empregada da clínica veterinária ajudou-a. Não teve mastite. Não foi pega pela imigração. E, no final, vendeu o filho. Tá, depois quis ficar com ele. Mas terá o pescoço cortado e a irmã perderá os dedos.